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Saiba como as cinzas de Preta Gil foram transformadas em diamantes

Das cinzas ao brilho: Preta Gil é eternizada em diamante produzido no Brasil

Das cinzas ao brilho: Preta Gil é eternizada em diamante produzido no Brasil
Instagram/Divulgação
Saiba como as cinzas de Preta Gil foram transformadas em diamantes
clock 25/11/2025 18:12
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Feita pela The Diamond, a joia com as cinzas de Preta Gil levou cerca de dois meses para ficar pronta. O processo de fabricação replica as condições naturais de temperatura e pressão da formação dos diamantes encontrados na natureza

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A empresa The Diamond finalizou a produção do diamante feito a partir de parte das cinzas de cremação de Preta Gil, que faleceu em julho deste ano. A joia segue agora para a família Gil.

 

A decisão de transformar o material em uma joia partiu da própria artista, que expressou esse desejo em vida. A The Diamond, responsável pelo processo, conduziu todas as etapas em atenção à vontade deixada por ela.

 

 

 

A pedra foi criada integralmente no Brasil pela empresa, pioneira no país na fabricação de biodiamantes a partir de carbono presente em cinzas ou mechas de cabelo. A CEO da The Diamond, Mylena Cooper, reforça que o trabalho foi desenvolvido com métodos que reproduzem, em laboratório, as condições naturais de pressão e temperatura da formação dos diamantes encontrados na natureza. 

 

 


Processo de fabricação

 

 

 

As cinzas de cremação (ou uma pequena mecha de cabelo) são compostas basicamente por carbono, elemento químico presente na natureza e essencial à vida na Terra. O diamante é fabricado em um ambiente controlado e seguro, usando tecnologias avançadas da The Diamond que replicam as condições geológicas que formam diamantes naturais.

 

 

 

O carbono é submetido a alta pressão e a uma temperatura de até 1.500 ºC, transformando-se inicialmente em grafite e, depois, em cristais de diamante. Esses cristais são condensados em uma única pedra, que depois é polida e lapidada. Ao contrário do diamante formado pelo processo natural, que leva milhões de anos, o de laboratório fica pronto em cerca de três meses.

 

 

 

Além disso, cada diamante recebe uma certificação exclusiva, que traz não apenas o nome da pessoa homenageada, mas também a análise química do carbono utilizado e a avaliação completa pelos critérios internacionais dos 4C’s (cor, corte, clareza e quilate), assegurando autenticidade e altíssimo padrão de qualidade.

 

 

 

Pioneirismo no País
 

 

 

A The Diamond reforça que toda a cadeia de criação foi realizada no Brasil, desde o tratamento do material até as etapas de cristalização e lapidação. A empresa afirma que esse diferencial consolida o país no segmento de diamantes de laboratório para fins memoriais.

 

 


Tendência global
 

 

 

Diamantes produzidos em laboratório têm ganhado espaço no mercado internacional. Casas de joalheria passaram a desenvolver coleções exclusivas com esse tipo de pedra. No caso dos biodiamantes, o apelo está associado ao caráter afetivo e à possibilidade de preservar a memória de uma pessoa de forma duradoura.

 

 

 

Quantidade necessária
 

 

 

 

A empresa explica que uma pequena quantidade de cinzas ou uma mecha de cabelo são suficientes para produzir um diamante (em cremações de corpos adultos, o resultado final são cerca de 2 quilos de cinzas).

 

Essa quantidade permite que as famílias destinem o restante do material para outros rituais de despedida, mantenham ou distribuam parte das cinzas, ou ainda realizem homenagens complementares. 

 

@metropolesfun Preta Gil, que morr3u em julho deste ano após complicações de um câncer no intestino, havia expressado aos amigos o desejo de ter parte de suas cinzas transformada em diamantes. O pedido foi cumprido recentemente, como mostrou o Fantástico nesse domingo (23/11). #EntretêNews %u266C som original - Metrópoles Fun
 

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