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'Achei que depois de mais de dez anos aqui eu já deveria saber lidar com tudo, mas meu corpo simplesmente não aguentou', lamentou Suellen Carey
Reprodução/Instagram
A influenciadora brasileira Suellen Carey, que vive há mais de uma década em Londres, revelou que precisou ser internada após uma crise de pânico durante uma mudança de apartamento.
Mulher trans e refugiada, ela afirma que o episódio aconteceu em um momento que deveria representar estabilidade: pedido de asilo aprovado, rotina organizada e carreira consolidada. “Eu sempre pensei que já tinha passado pelas piores fases, mas descobri que meu emocional estava muito mais fragilizado do que eu admitia”, disse.
A crise começou de forma súbita, quando Suellen estava cercada de caixas. “Comecei a tremer, chorar e sentir que não conseguia respirar. A minha mente simplesmente entrou em colapso.”
A internação evidenciou, segundo ela, o desgaste emocional acumulado por anos vivendo sob tensão constante. “Eu coloquei na minha cabeça que precisava ser forte o tempo inteiro. O corpo mostrou que ninguém aguenta viver em alerta o tempo todo.”
Apesar de viver no País há muitos anos, Suellen afirma que mudanças políticas recentes, o endurecimento do discurso anti-imigração e retrocessos nos direitos de pessoas trans contribuíram para agravar a sensação de instabilidade.
“Cada notícia de lei, cada decisão de tribunal, cada manchete sobre asilo mexe com a sua cabeça. É como se tudo lembrasse o tempo inteiro que você não pertence”, afirma.
O relato de Suellen se soma à experiência de parte da comunidade brasileira no Reino Unido, hoje estimada em cerca de 220 mil pessoas, segundo o Ministério das Relações Exteriores.
Mesmo com presença crescente no País, estudos internacionais mostram que imigrantes têm maior risco de desenvolver ansiedade, depressão e sintomas de estresse crônico devido à adaptação cultural e à insegurança sobre o futuro.
Foi nesse contexto que a influenciadora passou a usar a expressão “síndrome do impostor cultural” para descrever a dúvida permanente de ocupar um espaço em um país onde, apesar do tempo vivido, ainda sente que precisa provar sua legitimidade.
“Eu moro aqui há anos, falo a língua, pago minhas contas, mas às vezes parece que estou ocupando um lugar que não é meu”, afirma. Nomear o sentimento, segundo ela, ajuda a romper com a expectativa de resiliência absoluta imposta aos imigrantes.
Paralelamente ao que viveu nos últimos meses, Suellen acaba de lançar o PodSpeak UK, podcast criado ao lado do influenciador brasileiro Israel Cassol.
O programa busca registrar, sem filtros, as experiências de brasileiros que vivem fora do país, abordando temas como medo, saudade, desgaste emocional e as contradições da vida no exterior.
“Eu não quero fingir que está tudo bem quando não está. Se eu, que tenho voz, fico em silêncio, imagino quem não tem”, conclui.
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