Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Com participações no cinema e prêmios, o cantor levou o reggae jamaicano para o mundo
Reprodução Instagram
Jimmy Cliff, que faleceu aos 81 anos nesta segunda-feira (24) devido a uma convulsão seguida de pneumonia, deixa um legado de décadas de sucesso na música. O artista morava em Kingston, Jamaica, e continuava ativo, compondo e planejando novos projetos.
Ainda jovem, James Chambers deixou Saint James, interior da Jamaica, e se mudou para a capital, onde começou a se apresentar em feiras e eventos culturais. Adotou o nome artístico Jimmy Cliff e iniciou sua trajetória de gravações sob a produção de Leslie Kong. Entre os hits surgidos nesse período estão "Hurricane Hattie", "King of Kings", "Dearest Beverley", "Miss Jamaica" (todas de 1962) e "Pride and Passion" (1967).
Em 1964, Cliff assinou contrato com a Island Records e se mudou para a Inglaterra. No mesmo ano, foi escolhido para representar a Jamaica na Feira Mundial de Nova Iorque (1964-65). Seu primeiro álbum internacional, "Hard Road to Travel", chegou apenas em 1967.
No Brasil, o reconhecimento veio com "Waterfall", que conquistou o troféu do Festival Internacional da Canção em 1969. No mesmo ano, "Wonderful World, Beautiful People" entrou para o Top 30 nos Estados Unidos, tornando-se um dos primeiros hits de reggae a ganhar repercussão global.
O sucesso na música abriu portas para o cinema. Em 1972, estrelou o filme jamaicano "Balada Sangrenta", cuja trilha sonora ajudou a difundir o reggae em outros países. Nos anos 1970, lançou novos álbuns e se converteu ao islamismo, passando a assinar El Hadj Naïm Bachir.
Em 1980, realizou turnê ao lado de Gilberto Gil, com shows lotados. Participou da segunda edição do Rock in Rio, em 1991, e teve músicas incluídas em trilhas de filmes como "Jamaica Abaixo de Zero" (1993), "O Rei Leão" (1995) - incluindo "Hakuna Matata", escrita em parceria com Lebo M - e "Alguém Tem que Ceder" (2003).
Entre os reconhecimentos recebidos estão a Ordem do Mérito da Jamaica (20 de outubro de 2003), a inclusão no Hall da Fama do Rock em março de 2010 e dois Grammy Awards de Melhor Álbum de Reggae, por "Cliff Hanger" (1985) e "Rebirth" (2012).
Mesmo nos últimos anos, Jimmy Cliff manteve a carreira ativa. Em 6 de agosto de 2021, Dia da Independência da Jamaica, lançou o single "Human Touch", abordando reflexões sobre a interação humana durante a pandemia de Covid-19. Seu disco mais recente, "Refugees", saiu em agosto de 2022.
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