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Mãe de Isabella Nardoni faz novo desabafo sobre 'Tremembé': 'É doloroso'

Ana Carolina diz que produção revive o pior dia de sua vida e critica a romantização de criminosos

Ana Carolina Oliveira Reprodução Instagram @anacarolinaoliveira_oficial
Mãe de Isabella Nardoni critica exposição do caso na produção 'Tremembé'
Redação Entretenimento clock 18/11/2025 16:42
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vereadora Ana Carolina Oliveira voltou a se pronunciar sobre a série "Tremembé", lançada pelo Prime Video, e afirmou que a produção reacende lembranças do trauma que marcou sua vida. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo da Folha de S. Paulo, ela destacou que a obra transforma em entretenimento um episódio que segue devastador para as famílias retratadas. "É doloroso perceber que, enquanto para muitos parece apenas uma série, para mim é o pior dia da minha vida sendo revivido", disse, reforçando que o foco deveria estar na menina que teve a vida interrompida, e não nos responsáveis pelo crime.

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Visivelmente emocionada, Ana Carolina reforçou que "gostaria que parassem de romantizar criminosos", criticando a forma como casos brutais continuam sendo usados como produto audiovisual. Ela afirmou que o país pouco avançou na proteção de crianças e adolescentes desde 2008 e explicou por que decidiu se afastar da obra: "Diferente de quando eu decido falar sobre a Isabella ou a minha dor, ali não é a minha voz. Prefiro não assistir para preservar minha saúde emocional e proteger algo que foi real e devastador."

 

 

 

A vereadora também chamou atenção para o risco de transformar autores de crimes em figuras midiáticas. "Meu ponto principal é que criminosos não se tornem celebridades, como temos visto acontecer", declarou, lembrando que o assassinato de sua filha aos 5 anos é um dos episódios retratados e que as vítimas devem ser tratadas com dignidade. Ela reforçou a necessidade de leis mais rígidas e punições efetivas no país.

 

Ana Carolina encerrou o desabafo pedindo responsabilidade às produções baseadas em casos reais. "Essa série conta sobre vários casos, não só o meu, e essas vítimas ficaram e elas precisam ser lembradas e tratadas com respeito", afirmou. Para ela, certas obras reacendem dores profundas: "Infelizmente, vivemos um momento de inversão de valores. Às vezes, algumas produções podem reabrir feridas que acabam ferindo novamente quem já sofreu demais."

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