Influenciadora afirma viver em trisal com jogador do Atlético-MG e esposa
Descendente de uma das famílias mais ricas do Brasil, o socialite viu a fortuna herdada se diluir com o tempo e hoje vive uma realidade bem diferente
Reprodução Instagram
Francisco Scarpa Filho, conhecido nacionalmente como Chiquinho Scarpa, carrega um sobrenome associado à elite econômica brasileira. Filho do empresário Francisco Scarpa e da socialite Patsy Scarpa, ele herdou não apenas o título informal de "conde", mas também o legado de uma dinastia que acumulou riqueza durante décadas.
A origem do império remonta ao avô, Nicolau Scarpa, um imigrante italiano que fincou raízes no Brasil com espírito empreendedor. Foi ele quem fundou a cervejaria Caracu, além de ter tido participação acionária em empresas de peso, como a Skol e o Grupo Votorantim, um dos maiores conglomerados industriais do país.
Já o pai de Chiquinho expandiu ainda mais os negócios da família. Entre suas realizações, destaca-se o lançamento da primeira cerveja enlatada do Brasil. Ao longo dos anos, acumulou bens de alto valor, incluindo 40 fazendas, uma usina de açúcar, uma metalúrgica e uma fábrica de tecidos, consolidando o nome dos Scarpa entre os grandes da indústria nacional.
Com esse pano de fundo, Chiquinho teve uma infância cercada de luxo. As viagens à Europa eram frequentes, sempre realizadas em transatlânticos. Em uma dessas travessias, a família chegou a levar uma vaca leiteira a bordo para garantir leite fresco durante o trajeto - símbolo do nível de requinte com que viviam.
O título de "conde", que Chiquinho faz questão de usar até hoje, teria sido concedido ao seu pai pelo papa Pio XII em 1948. Apesar de não ter valor legal, a nomeação faz parte da identidade pública que ele cultivou ao longo das décadas.
Mansão, memórias e solidão
Em 2023, Scarpa anunciou a venda da tradicional mansão onde viveu a maior parte da vida. A propriedade, com cerca de 4 mil metros quadrados, chegou a ser anunciada por R$ 120 milhões, mas após mais de uma década sem compradores, o valor foi reduzido para R$ 63 milhões. "Tem uns cômodos que eu nem entro. Um amigo queria fazer uma filmagem no salão verde da minha casa, e eu falei: 'Que salão verde?'. Eu nem sabia, nem entro lá. Moro na casa desde que nasci e vivo na mansão sozinho há 13 anos", contou ele em entrevista ao podcast "Festa da Firma".
Fortuna em declínio?
Apesar da fama construída ao longo dos anos com festas luxuosas, presença constante na alta sociedade e excentricidades que marcaram sua imagem pública, o cenário atual de Chiquinho é bem diferente. Nos últimos anos, notícias envolvendo dificuldades financeiras ganharam destaque, como no episódio recente em que o socialite foi citado em uma ação judicial e teve o nome atrelado a contas com saldo irrisório.
Ainda assim, ele nega estar falido e insiste em manter a elegância, mesmo diante dos tempos mais difíceis. A herança, que um dia sustentou um estilo de vida digno da realeza europeia, hoje é lembrança - e, para muitos, uma metáfora viva de como fortunas também têm prazo de validade.
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