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Kéfera desabafa sobre ataques na web: 'Não escolhemos ser massacrados'

Influenciadora relembra início no YouTube e expõe os danos causados pelo ódio virtual à saúde mental

Kéfera Reprodução Instagram
Kéfera relembra trajetória na internet e fala sobre os impactos da exposição
Redação Entretenimento clock 15/10/2025 12:29
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A atriz e influenciadora Kéfera Buchmann fez um forte desabafo nas redes sociais nesta quarta-feira (15), abrindo o coração sobre os impactos dos comentários de ódio que vem enfrentando desde o início de sua trajetória online.

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Aos 17 anos, em 2010, Kéfera iniciou sua carreira ao lançar vídeos no YouTube - plataforma onde rapidamente se destacou, tornando-se uma das precursoras do conteúdo digital no Brasil.

 

 

 

Mesmo reconhecendo as portas que a internet lhe abriu, ela não esconde as marcas deixadas pela superexposição. "Sim, gente, eu sei que fui eu que liguei a câmera, eu inclusive falo isso no vídeo. Isso foi uma escolha que me trouxe muita coisa boa. Principalmente, me proporcionou mudar a vida de toda a minha família", afirmou.

 

No entanto, a criadora de conteúdo ressaltou que a visibilidade também trouxe consequências emocionais significativas: "Na época em que comecei o meu canal no YouTube, eu fui uma das primeiras. A gente não sabia exatamente a dimensão da internet."

 

 

 

Segundo ela, a hostilidade enfrentada ao longo dos anos prejudicou profundamente sua saúde emocional. "O problema que afetou muito a minha percepção de mim mesma, a minha saúde mental, e não só a minha, afeta a saúde mental de muita gente. A gente não escolheu ser massacrado diariamente com comentários extremamente agressivos de pessoas que a gente nunca viu na vida", afirmou. 

 

Ainda no vídeo, Kéfera fez um apelo por mais empatia e respeito com quem vive sob os holofotes. Ela levantou um questionamento importante sobre os efeitos da crueldade virtual. "Vocês têm noção de quanta gente já foi completamente destruída pela internet? Quantas pessoas vão ter que vir aqui falar que isso dói para vocês pararem? Isso dói."

 

No encerramento, a artista reforçou que, por trás das câmeras, há seres humanos reais. "Vocês precisam entender de uma vez por todas que não existem pessoas públicas. Pessoas são pessoas. Eu sou uma pessoa", concluiu.

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