Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
Família da cantora pede uma indenização de mais de R$ 300 mil
Reprodução/Instagram
Um episódio envolvendo o padre Danilo César, da Paróquia São José, em Campina Grande (PB), resultou em uma ação por danos morais movida na Justiça do Rio de Janeiro pela família de Gilberto Gil.
A queixa, que gira em torno de intolerância e racismo religioso, foi motivada por declarações feitas pelo sacerdote durante uma homilia transmitida ao vivo, poucos dias após a morte de Preta Gil.
A família da cantora se sentiu ofendida com os comentários proferidos no altar. Em tom debochado, o padre classificou religiões de matriz africana como “forças ocultas” e questionou o poder dos orixás, referindo-se diretamente à fé de Preta e Gilberto Gil. “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê o poder desses orixás, que não ressuscitou Preta Gil?”, disparou, em trecho citado na ação.
A gravação do sermão se espalhou pelas redes sociais e provocou revolta entre admiradores da artista e ativistas religiosos. A família argumenta que, além do conteúdo ofensivo, o discurso incentivou manifestações de ódio por parte do público, amplificando episódios de intolerância religiosa na internet.
No processo, os autores — Gilberto Gil, Flora Gil, os filhos do cantor e o neto Francisco — pedem R$ 370 mil de indenização por danos morais. A petição também ressalta que, antes de recorrer ao Judiciário, eles enviaram uma notificação extrajudicial à Diocese de Campina Grande, solicitando um pedido formal de desculpas e medidas disciplinares contra o padre, sem obter resposta.
“Eu só queria que o diabo viesse e levasse”, diz outro trecho citado, que reforça o teor considerado discriminatório pelo grupo. Para os requerentes, o episódio ultrapassou os limites da liberdade religiosa, desrespeitando crenças historicamente marginalizadas no Brasil.