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Remake de Manuela Dias não agradou Edgar Moura, que criticou a autora nas redes sociais
Reprodução/TV Globo
Edgar Moura Brasil, viúvo do consagrado autor Gilberto Braga, usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (1) para manifestar sua insatisfação com o remake da novela "Vale Tudo".
Em publicação no Instagram, ele questionou a condução da nova versão da trama escrita por Manuela Dias, especialmente agora, na reta final da exibição. “Manuela Dias não teve lastro nem intimidade intelectual para fazer um remake da monta de Gilberto Braga”, escreveu.
A declaração teve ampla repercussão entre seguidores, que reforçaram o descontentamento nos comentários. Entre os nomes que se posicionaram, o ator Fábio Villa Verde — intérprete de Thiago Augusto Roitman na versão original — também opinou:
“Para quem teve a honra de participar da primeira versão, essa agora é praticamente outra obra. Guardo com muito carinho a nossa obra do Gilberto, Leonor e Aguinaldo, grandes mestres”.
Desde o anúncio do projeto, a adaptação assinada por Manuela Dias tem dividido opiniões. Parte do público e figuras do meio artístico vêm apontando mudanças drásticas em relação à obra original, considerada uma das mais impactantes da teledramaturgia brasileira.
Silvio de Abreu, colega de profissão, já havia criticado publicamente o excesso de alterações no texto clássico, sugerindo que a versão de 2025 estaria se afastando da essência criada por Braga.
Com estreia em 1988, a primeira exibição de "Vale Tudo" marcou época por seu olhar ácido sobre a sociedade brasileira. Os diálogos afiados, a crítica direta à corrupção e a moralidade pós-ditadura se tornaram símbolo de uma fase de transição no país.
A personagem Odete Roitman, ícone absoluto da vilania, ganhou notoriedade por suas falas cortantes sobre poder e valores distorcidos.
Uma das mudanças mais discutidas da nova versão envolve justamente a reinterpretação da icônica antagonista. Manuela declarou que, em sua leitura, a personagem não seria “tão avessa ao Brasil” como no texto original — posicionamento que provocou reações negativas.
Admiradores da versão clássica alegam que esse tipo de suavização enfraquece o impacto político da narrativa.
Em meio às críticas, a autora admitiu sentir a pressão. Em entrevistas, revelou que fica “totalmente alucinada de ódio” com ataques na internet e chegou a confessar que mantém um perfil falso nas redes sociais para acompanhar os comentários do público de maneira anônima.
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