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Giulia Costa revela impacto do alcoolismo do pai, Marcos Paulo, em sua vida

Atriz fala pela primeira vez sobre a relação com o pai, morto em 2012, e revela como o vício impactou sua infância e sua visão sobre a doença

Marcos Paulo e Giulia Costa Reprodução Instagram
Marcos Paulo faleceu quando Giulia Costa tinha 12 anos de idade
Redação Entretenimento clock 26/09/2025 07:21
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Um episódio recente do podcast "Pé no Sofá Pod" trouxe à tona emoções profundas e reflexões necessárias. A atriz Giulia Costa, ao lado da mãe Flávia Alessandra, dividiu com o público um relato delicado e inédito: pela primeira vez, falou abertamente sobre o alcoolismo do pai, o diretor Marcos Paulo, falecido em 2012. A conversa, que também contou com a presença de Nando Reis e sua filha Sophia Reis, transcendeu o entretenimento e virou um espaço de acolhimento e identificação.

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Logo no início do bate-papo, foi Nando quem abriu o coração. O cantor não economizou em sinceridade ao relembrar como o vício quase lhe custou tudo e como a filha teve papel fundamental em sua recuperação. "A Sophia foi a pessoa que nunca me deixou desgarrar. Sempre falou na real: 'Você vai se tratar, você tá mal, não tá legal, não vou ficar com você assim'. Isso foi a melhor coisa", disse ele, em um depoimento que tocou profundamente Giulia. "Eu tô emocionada aqui, ainda mais vendo a Sophia falar, porque eu me vejo muito nela. Eu perdi meu pai com 12 anos, e ele tinha essa questão... Ele era alcoólatra", confidenciou, ao lembrar da convivência difícil com o pai.

 

 

 

Enquanto Nando e Sophia falavam sobre dor, apoio e superação, Giulia e Flávia mergulharam em lembranças ainda pouco exploradas publicamente. Flávia revelou como tentava proteger a filha da realidade, mantendo-a afastada das reuniões de "Alcoólicos Anônimos". "A Jujuba era muito criança... Então ela não participava", contou. Giulia, por sua vez, refletiu sobre a culpa de não entender o que acontecia: "Eu lembro que muitas vezes a minha mãe ia me buscar, eu deixava de ir para o meu pai quando era para eu ir, e eu não entendia direito o porquê, então eu ficava até num lugar de rejeição".

 

Mais do que expor feridas, o episódio serviu para desconstruir tabus em torno do alcoolismo. Ao final, Nando foi enfático ao afirmar que a dependência química deve ser vista como uma doença, não como falha moral. "Não é falta de força de vontade, de caráter ou vagabundagem", disse. E Flávia, comovida, concluiu com um alerta sobre o quanto o álcool está naturalizado na cultura: "No nascimento de alguém, a gente está brindando com champanhe. No Natal, com vinho. E tem essa linha tênue".

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