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Caso do pastor de calcinha joga luz sob fetiche comum entre homens; entenda

Especialista afirma que o uso de lingeries por homens é comum e não sugere anormalidades

Especialista afirma que o uso de lingeries por homens é comum e não sugere anormalidades Reprodução/Instagram
Caso do pastor de calcinha joga luz sob fetiche comum entre homens; entenda
clock 13/08/2025 17:46
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O vídeo que mostra o pastor Eduardo Costa circulando de calcinha e peruca loira pelas ruas de Goiânia (GO) ganhou repercussão nas redes sociais e gerou um amplo debate entre o público.

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Para o produtor de moda e eventos Heitor Werneck, criador da tradicional festa Luxúria — voltada ao universo fetichista —, o uso de lingerie por homens está longe de ser uma novidade.

 

Segundo ele, essa prática está diretamente ligada à vivência e à exploração da própria sexualidade, sem necessariamente se associar à orientação sexual da pessoa.

 

 

Em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, Werneck explicou que o fetiche por peças femininas está muitas vezes relacionado à erotização de elementos vistos no outro.

 

"Muitas vezes o homem admira uma mulher pela meia-liga ou pela calcinha e decide trazer esse elemento para o próprio universo, independentemente da orientação sexual", explicou.

 

 

O produtor contou ainda que no Projeto Luxúria é comum ver homens expressando sua feminilidade, inclusive dentro de relacionamentos monogâmicos, e reforçou que não há anormalidade nisso.


"Vários usam calcinha por baixo de ternos ou roupas esportivas. O que não é saudável é sentir culpa por algo que se pratica sem ofender ou agredir ninguém", pontuou. 

 

Heitor também ressaltou que, do ponto de vista legal, não há infração alguma nesse tipo de comportamento.

 

"Usar roupas femininas não é crime. O que é crime é o perjúrio e a difamação contra alguém que está apenas se expressando. A consensualidade é a base de qualquer prática, e a pessoa tem direito de viver sua sexualidade de forma livre e segura". 

 

 

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