Maiara surge de 'cara limpa' e fãs pedem internação imediata da artista
O sambista enfrentou longos anos de tratamento e cuidados após o AVC hemorrágico de 2017, mantendo-se sob suporte médico até sua morte em 2025
Reprodução Instagram
O sambista Arlindo Cruz faleceu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro, aos 66 anos. A notícia foi confirmada pela esposa do músico durante a tarde. Nos últimos oito anos, ele enfrentava as consequências de um acidente vascular cerebral hemorrágico sofrido em março de 2017. A morte ocorreu no hospital Barra D'Or, localizado na Zona Oeste da capital fluminense.
Após o AVC, Arlindo passou cerca de um ano e meio internado, período no qual recebeu cuidados intensivos para a estabilização de suas funções vitais. Desde então, dependia de aparelhos médicos para sobreviver: a alimentação era realizada via gastrostomia, um procedimento que permite a passagem direta de nutrientes ao estômago por meio de sonda, e a respiração era auxiliada por traqueostomia, uma abertura cirúrgica na traqueia.
O episódio que mudou sua vida aconteceu na tarde de 17 de março de 2017, pouco antes de embarcar para um show em São Paulo. Ele foi socorrido pela equipe da CER Barra da Tijuca após apresentar sintomas graves. Inconsciente, o artista teve sua pressão arterial controlada e recebeu suporte respiratório ainda no local. Posteriormente, foi transferido para a Casa de Saúde São José, no bairro do Humaitá, onde passou por uma cirurgia para a implantação de um cateter cerebral com o objetivo de monitorar a pressão intracraniana.
Arlindo Cruz, então com 58 anos, ficou hospitalizado por meses, e desde a alta médica enfrentava desafios diários relacionados às sequelas do AVC, que atingiu áreas nobres do cérebro, comprometendo suas funções neurológicas.
No livro biográfico O sambista perfeito, escrito por Marcos Salles, Babi Cruz, esposa do cantor, relata a dedicação e a rotina de cuidados que se tornou necessária após o acidente. Ela explica que, desde então, gerencia a casa e organiza a assistência com a ajuda de dois cuidadores que trabalham em revezamento, além das visitas frequentes de fisioterapeuta, oftalmologista e dentista.
“A gente não consegue identificar se ele sente dor, frio, calor, fome ou sede; precisamos interpretar sinais sutis e agir pela intuição”, conta Babi. Ela explica que, após uma broncoaspiração, a alimentação do marido passou a ser feita exclusivamente por gastrostomia.
Além das complicações neurológicas, Arlindo enfrentava problemas renais e pancreáticos, que exigiam cuidados constantes. Sobre a situação do sambista, Babi destaca: “O dano causado pelo AVC foi muito grave e atingiu uma região nobre do cérebro, o que impede a recuperação. Apesar disso, falamos com ele o tempo todo, damos bom dia, e eu o chamo de pai, como se nada tivesse acontecido. Ele fica ali, observando. Percebo que está cansado, mas enquanto ele não desistir, eu também não vou desistir dele.”
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