Influenciadora afirma viver em trisal com jogador do Atlético-MG e esposa
Decisão judicial considera legítima a publicação de conteúdo sobre a ex-detenta e rejeita pedido de indenização por danos morais
Divulgação Robson Fernandes/AE
Suzane von Richthofen teve mais uma ação judicial rejeitada. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, na última terça-feira (29), um processo movido por ela contra o jornalista e escritor Ullisses Campbell, colunista da editoria True Crime do jornal "O Globo". A decisão foi divulgada pelo portal LeoDias.
Na ação, Suzane alegava que publicações feitas por Campbell nas redes sociais teriam violado sua honra ao divulgar informações falsas e ao se referir a ela com termos como “ilustre psicopata”. Ela também questionava a divulgação de seu paradeiro atual, em Águas de Lindóia, no interior paulista.
Pelo suposto dano moral, a ex-detenta pedia uma indenização de R$ 60.720,00, além de uma retratação pública.
A defesa do jornalista, representada pelo advogado Alexandre Fidalgo, argumentou que os conteúdos publicados tinham caráter estritamente informativo, sem ofensa pessoal, e que estavam dentro dos limites da liberdade de imprensa. A menção ao termo polêmico, segundo ele, estaria relacionada à repercussão do caso que levou Suzane à prisão, após sua condenação pelo assassinato dos pais em 2002.
Essa não foi a primeira tentativa de Suzane de processar Campbell. “Essa é a terceira ação que a Suzane move contra o meu cliente. Uma delas tentou proibir a publicação de um livro. Mas ela perdeu todas”, disse Fidalgo ao portal.
A juíza Ana Paula Schleiffer Livreri, responsável por julgar o caso, indeferiu todos os argumentos da autora. Em sua decisão, afirmou que a expressão questionada não constituía, por si só, uma violação moral, levando em consideração a relevância jornalística do tema e o amplo conhecimento público do caso.
De acordo com a magistrada, não houve comprovação de danos à honra ou dignidade da autora. Além disso, uma retratação poderia, inclusive, ampliar a repercussão dos fatos, o que contrariaria o objetivo alegado no processo.
Com a decisão, o caso foi encerrado e o jornalista não sofreu qualquer penalidade.