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Investigação aponta que o cantor, o pai dele e um advogado teriam enganado um empresário em um esquema envolvendo carros de luxo
Reprodução/Instagram
O cantor sertanejo Lucas Lucco e seu pai, Paulo Roberto de Oliveira Pinto, foram formalmente indiciados por estelionato, associação criminosa, falsidade documental e falsidade ideológica. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (16) pelo delegado Manoel Borges, da 3ª Delegacia da Polícia Civil de Goiânia, que conduz as investigações.
De acordo com o portal g1, o caso surgiu há cerca de quatro meses, após a denúncia de um empresário, que alega ter sido lesado em uma negociação envolvendo carros de luxo. Além de Lucas e do pai, um terceiro homem — que se apresentava falsamente como advogado — também teria atuado no suposto esquema.
Segundo a apuração da polícia, a vítima entregou um Porsche GT4 como parte de uma permuta e recebeu, em troca, duas Porsches Panamera. No entanto, os veículos entregues estariam inadimplentes com o banco financiador e prestes a serem apreendidos. A fraude, ainda conforme o inquérito, envolveu a ocultação dessa informação durante a negociação.
“Eles [suspeitos] teriam em conluio feito esse negócio de permuta, porém omitiram, quando das tratativas, que as duas Porsches Panamera estavam inadimplentes junto ao agente financeiro. Ele [a vítima] passou a sua Porsche GT4 e pegou as duas Panameras”, explicou o delegado à TV Anhanguera.
Lucas Lucco alegou à polícia que não tinha conhecimento da pendência financeira dos carros e afirmou: “Eu não tenho motivos para ter omitido a questão do carro ainda estar sendo pago”.
O falso advogado, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, também será investigado por fraude processual por, segundo a polícia, ter falsificado documentos perante o Tribunal de Justiça de Goiás.
Após a repercussão do caso, a equipe jurídica de Lucas Lucco divulgou uma nota à imprensa, alegando que tanto o cantor quanto seu pai foram vítimas de um golpe arquitetado por Eliel Levistone Silva e Souza — apontado como o autor da fraude.
Segundo a defesa, Eliel teria falsificado assinaturas digitais e documentos legais, manipulando a negociação sem o conhecimento ou consentimento de Lucas e Paulo Roberto. “Lucas Lucco e Paulo Roberto foram vítimas de Eliel, que, apresentando-se como falso advogado, engendrou um plano criminoso fraudulento”, afirma o comunicado.
Ainda segundo a nota, pai e filho não estão atualmente em posse de nenhum dos veículos envolvidos e também sofreram prejuízo financeiro com a negociação. O caso também está sendo analisado em uma ação na Vara Cível de Uberlândia (MG).
A defesa afirma que, ao final do processo, pretende comprovar a inocência dos dois, reforçando que colaboraram com as investigações desde o início. O inquérito agora segue para análise do Ministério Público, que poderá oferecer denúncia ou pedir o arquivamento do caso.