Morre, aos 52 anos, filho de Chico Anysio; família se despede nas redes
A trama protagonizada por Christiane Torloni aponta que o laço emocional com o público é crucial para o sucesso de audiência
Reprodução/TV Globo
A volta de A Viagem à TV não poderia ter começado de forma mais promissora. A novela de Ivani Ribeiro, exibida originalmente em 1994, mostrou que seu enredo espírita continua tocando o público quase três décadas depois. Na estreia da reprise, o folhetim marcou 17,3 pontos na Grande São Paulo, com pico de 19,2 — um desempenho expressivo para o horário.
Essa é a sexta vez que a história de Diná (Christiane Torloni) retorna à programação. Além da exibição atual, a trama já foi transmitida duas vezes pelo Vale a Pena Ver de Novo (em 1997 e 2006), e outras três vezes pelo Canal Viva — que em breve será rebatizado como Globoplay Novelas — nos anos de 2014, 2021 e 2024.
Teimosia em ignorar novelas espíritas
Curiosamente, no ano passado, quando a novela completou 30 anos, a Globo havia decidido não reprisar a obra na TV aberta. A justificativa nos bastidores seria o receio de rejeição por parte do público evangélico e mais conservador, em razão dos temas centrais da novela: reencarnação, vida após a morte e amores que atravessam o tempo.
Entre 2000 e 2018, a emissora chegou a investir em novelas que exploravam o universo espiritual com grande aceitação do público, como Alma Gêmea, O Profeta, Escrito nas Estrelas, Amor Eterno Amor e Além do Tempo. No entanto, os últimos anos mostraram uma ausência desse tipo de narrativa, o que pode indicar uma mudança de foco estratégica por parte da Globo, mais voltada a interesses comerciais do que às emoções do telespectador.
Agora, com a boa repercussão da reestreia, A Viagem reacende a discussão sobre a força desse tipo de trama. Em tempos de ansiedade e intolerância, histórias com valores espirituais podem oferecer não só entretenimento, mas também acolhimento emocional. Tramas com esse propósito seguem ressoando profundamente com quem busca mais do que apenas distração diante da