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Arthur O Urso compartilhou como a obsessão por capas de revistas famosas na adolescência desencadeou um vício em pornografia
Reprodução Instagram
Grazi Massafera, Juliana Paes, Viviane Araújo e Sheila Mello foram algumas das mulheres que estamparam capas de revistas masculinas que, segundo o influenciador Arthur O Urso, marcaram sua adolescência e influenciaram negativamente sua relação com o sexo e o desejo.
Por décadas, revistas como a Playboy foram vistas como ícones da liberdade sexual, mas, para Arthur, essas publicações se tornaram o ponto de partida para distorções profundas sobre desejo e intimidade. Aos 37 anos, ele compartilha que seu vício em pornografia começou ali — em meio a poses forçadas, fantasias idealizadas e um padrão de perfeição muitas vezes inatingível.
“Na adolescência, eu era praticamente um colecionador. Tinha todas as edições com Grazi Massafera, Juliana Paes, Viviane Araújo, Sheila Mello... Aquilo era o meu Google Imagens”, lembra. “Mas no fim, parecia mais um manual de frustração afetiva do que uma forma de descoberta sexual.”
Segundo ele, a influência dessas revistas era mais emocional do que visual. “Elas vendiam um modelo impossível: mulheres inacessíveis, corpos perfeitos, cenários irreais. Era como se sexo fosse uma coreografia sem afeto, e o homem, um espectador que tinha que performar o tempo inteiro.”
O consumo de pornografia, que começou como curiosidade, evoluiu para compulsão. “Eu usava o sexo como uma fuga emocional. Era como comer brigadeiro de panela num dia ruim: não resolve, mas entorpece.” A percepção de que havia um problema se intensificou com crises de ansiedade, dificuldade de criar vínculos reais e uma sensação constante de desconexão.
A mudança em sua vida começou durante a terapia, mas ele não se limitou ao divã. “Usei florais por um bom tempo. Pode parecer alternativa demais, mas ajudou a me equilibrar. Foi um verdadeiro detox emocional”, explica. “Com o tempo, fui deixando as fantasias para trás e me conectando mais comigo mesmo. Hoje, coleciono menos revistas e mais sessões de terapia.”
Arthur tem compartilhado sua história não com a intenção de dar lições morais, mas para abrir um diálogo sobre pornografia e masculinidade. “A gente ainda aprende a ser homem por meio do que consome, mas ninguém nos ensina a filtrar isso. Quando penso em como aprendi sobre sexo, dobrando revistas atrás da estante, vejo o quanto precisávamos de outras referências.”
Questionado se ainda guarda alguma edição antiga, ele ri: “Hoje, se vejo uma Playboy, penso: ‘como isso aqui foi o auge do erotismo?’.” E completa: “A maturidade chegou — e com ela, um gosto duvidoso para decoração e um baita respeito pela saúde mental.”
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