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Atriz se formou incialmente em publicidade, porém, descobriu talento no teatro após ingressar em curso amador, apesar de admitir que nunca quis ser atriz antes
Reprodução / InternetBem humorada e com um estilo próprio que entusiasma qualquer um ao contar desde uma simples história do cotidiano até interpretar personagens que marcaram o entretenimento contemporâneo brasileiro, a atriz Miá Mello impressiona através da irreverência na forma que relata suas histórias de vida e trabalho.
Antes mesmo de se tornar a artista que conhecemos hoje, coprotagonista inclusive de uma das grandes franquias do cinema nacional 'Meu Passado Me Condena', Mello escolheu a publicidade como sua formação universitária, porém, os rumos da vida acabaram a levar a se descobrir nos palcos. Apesar de ter como uma de suas características o bom humor natural, a sua batalha para chegar onde está foi incessante.
Mãe de dois filhos - Nina e Antônio - a atriz relembrou em uma entrevista exclusiva para o colunista Luca Moreira, justamente os episódios que mais marcaram a sua caminhada até hoje. Em uma breve retrospectiva é lembrado desde a sua entrada no curso de teatro, passando pela assinatura do seu contrato com a Rede Record para o 'Legendários', sua primeira vez nas telas do cinema em 'Cilada.com', contracenando com Bruno Mazzeo, o sucesso de 'Meu Passado Me Condena' de onde vem uma amizade de família com o ator e humorista Fábio Porchat, a repercussão de 'Tudo Igual ... SQN' no Disney Plus, dublagem de 'Divertidamente' da Disney/Pixar, além de vários outros acontecimentos. Confira a entrevista!
Sucesso quando se fala no entretenimento brasileiro, você começou os seus primeiros trabalhos no teatro a partir do Grupo Desnecessários, porém a sua formação universitária foi em publicidade. Nesse caso, eu gostaria de começar perguntando como foi que a dramaturgia chegou na sua vida e como você se define hoje como artista?
Você vê que coisa! Me formei em publicidade, trabalhei na área, nesse meio de caminho fui fazer um curso de teatro amador, e lá tive o grande 'click' da minha vida, no qual percebi que poderia ser uma profissão. Digo isso porque, assim, eu nunca quis ser atriz porque achei que não fosse possível ser atriz. Quando eu já estava no meu último ano de faculdade e vi outras pessoas nesse curso, já trabalhava inclusive, esse portal acabou se abrindo para mim, foi meio que - 'nossa, eu posso!'. Comecei a perguntar para as pessoas - 'você trabalha com isso e não tem ninguém da família cara?' - a pessoa respondi que não e eu começava a pensar nas possibilidades. Foi assim que comecei essa minha trajetória que considero tão bonita, uma artista que se considera muito fiel aos seus valores e desejos. Muitas vezes, eu tenho dificuldade em saber o que quero fazer, porque tem um leque tão grande de oportunidades, então fico pensando no que fazer agora e qual será meu próximo projeto, mais tenho muita consciência do que eu não quero fazer, e acho que isso pontuou muito a minha carreira.
Olho para trás e tenho muito orgulho do que eu fiz. Também me considero uma artista multitarefas, sendo uma das coisas que também admiro na minha carreira e que tenho muito orgulho e batalhei por isso. Não foi uma coisa atoa que aconteceu. Gosto muito de me comunicar de forma geral, acho até que eu seria uma boa publicitária, atendimento, porém acabei indo para esse lado bem artístico mesmo e eu gosto muito dele. Alguém já me perguntou sobre eu ter apresentado, atuado, e queriam saber o que eu mais gosto de fazer - falei gostar de fazer tudo! Gosto de me comunicar de forma geral, acho a comunicação algo muito sedutor. Me considero uma atriz multiplataforma, multitarefas, e tenho muito orgulho disso.
De 2008 para novembro de 2011, você interpretou a personagem Teena em um dos quadros do programa 'Legendários' da Rede Record, e esse programa é sempre lembrado até hoje pelo público brasileiro. Você se lembra de como foi a primeira vez que entrou dentro de uma emissora para gravar e o que sentiu nesse dia?
Eu lembro! Primeiro, deixar claro que amo a Teena, muito! Tenho um orgulho imenso desse trabalho que eu fiz. Costumo assistir, às vezes dou um Google e vejo alguma coisa e eu morro de rir, acho muito legal o que eu fiz. Lembro que a primeira vez que entrei em uma daquelas salas, toda bonitona para assinar o contrato, nossa. Lembro que fique tão feliz, e olha que legal! - a Nina não tinha nem um ano ainda. Vou chutar que ela tinha 11 meses quando assinei meu contrato, e um pouco antes, eu comprei um carro desses Wegum, pois eu queria espaço para guardar o carrinho dela. Eu tinha um Fiesta antes, ai, acabei comprando um desses Peugeot grandões, e foi a coisa mais cara que eu havia comprado na minha vida em disparado. Comprei, financiei, peguei aqueles boletos que nunca tinha visto na vida, pensava - 'Nossa, que loucura que estou fazendo. E se eu não consegui pagar parcela...' - mais alguma coisa dentro de mim, dizia que eu iria conseguir quitar esse carro antes de pagar todas as parcelas. E justamente quando assinei esse contrato da Record, foi quando quitei o meu carro! Muito antes de pagar as parcelas todas. Fiquei muito e feliz e me lembro tanto dessa sensação.
Lembro que a sala era toda de madeira com aquela mesa imensa na qual ficava apenas o financeiro da Record, eu e meu empresário. Aquelas salas que você encosta na parede e parece que abre uma passagem secreta.
Desde os seus primórdios, o cinema além de servir como entretenimento, sempre nos fez refletir sobre diversas mensagens e conseguir fazer com que nos identifiquemos com algumas narrativas, e um dos seus filmes que abordou isso foi o 'Cilada.com', onde contracenou com o ator Bruno Mazzeo. Como foi participar desse projeto?
O 'Cilada.com' teve uma função muito importante na minha vida, pois foi a minha primeira participação nos cinemas, porém, um fiz só uma micro nano participação, fui uma das namoradas, mais lembro que fotografei a tela e tudo. Foi uma honra começar nesse projeto e foi uma chave de ouro para o cinema ao lado do Bruno Mazzeo, ainda mais falando sobre relacionamento, que acabou concidentemente sendo o tema do 'Meu Passado Me Condena'. Acho super atual e é um tema que gera muita identificação, porque mesmo que seu relacionamento não seja exatamente aquilo e sempre engraçado a gente ouvir e ver essa temática.
Falando agora sobre uma franquia que até hoje ainda se encontra na lista dos filmes de comédia mais vistos na bilheteria brasileira, vamos falar sobre 'Meu Passado Me Condena', que além de ter colocado você e o Fábio Porchat como um casal totalmente inseguro e divertido nas telas, ainda faturou R$ 5,7 milhões em seu primeiro final de semana e levou 425,7 mil espectadores para os cinemas. O que significou esse projeto pra você e como é a sua amizade com Porchat fora das telas?
'Meu Passado Me Condena' foi e é um grande marco na minha vida até hoje, Eu e Fábio brincamos sempre, toda hora que a gente se encontra fazemos um vídeo falando que o terceiro filme está vindo aí. É tudo mentira, a gente fica atiçando o público, porque todo mundo pergunta para gente se vai sair o terceiro. É um filme muito querido e amado pelas pessoas, não atoa que teve também essa bilheteria tão alta e foi tão importante para o cinema brasileiro.
A minha parceria com o Fábio é muito especial. Brinco até que fiz faculdade com Fábio Porchat, pois comecei com ele, comecei muito bem. Foi muito bacana também porque esse projeto teve uma trajetória fora do comum, porque ele era uma série, se tornou um filme e do filme virou uma peça de teatro. Um caminho muito pouco usual. Ficamos muito tempo juntos, ficamos uns cinco anos por aí e até hoje temos uma amizade muito linda. Amo o Fábio como se fosse alguém da minha família, o considero realmente., amo a Nataly (esposa), Isabel (mãe), Américo (padrasto), Fábio (pai), Alice (irmã) ... Todos são família mesmo para mim, porque além do Fábio ser um artista incrível e imenso que todo mundo conhece, ele é um ser humano muito generoso, um amigo muito leal, e eu tenho certeza que é uma amizade para a vida inteira. Agora mesmo, fui para o Rio na festa de cinco anos da comemoração de casamento dele, e eu vendo as fotos, acho que só não estou mais feliz do que a Nataly (risos). Amo esse menino, muito.
Sobre os seus projetos atuais, vamos falar um pouco sobre a série 'Tudo Igual ... SQN'. Como tem sido participar desse projeto no Disney Plus e como você enxerga essa atenção que as plataformas multinacionais de entretenimento tem dado para as produções brasileiras?
Acho que para o artista em geral, essa abertura do mercado, a pluralidade do streaming e das plataformas é muito vantajoso, pois a gente acaba tendo a possibilidade de fazer coisas em muitos lugares e com linguagens bem distintas. 'Tudo Igual ... SQN' é um projeto muito especial: ele foi o primeiro a ser lançado mundialmente pela Disney Plus. Foi a primeira vez que eu me vi dublada em várias línguas, então, foi muito divertido ver tudo isso acontecer. Gostei muito também porque tem pessoas que me mandam mensagens do mundo inteiro porque assistem a mesma série. Isso é ótimo para gente.
Aproveitando que estamos falando do universo da Disney, vamos falar da sua dublagem em 'Divertida Mente' de 2015, onde deu voz a protagonista Alegria, e que por sinal rendeu muitos elogios entre o público. Além disso esse filme tornou-se uma referência para psicólogos e também fez com que a gente entende-se melhor nossas próprias emoções. Como foi o convite para estar nesse projeto e o que poderia nos contar mais dos bastidores da sua dublagem?
Foi muito legal participar do 'Divertidamente'! Até hoje quando falo em algum lugar que dublei a Alegria, as pessoas já falam - 'mentira! Pela mor de Deus, faz um vídeo para minha filha!'. Foi um projeto muito importante, eu nunca tinha dublado antes, achei difícil, mais simultaneamente, foi muito gratificante, pois ele se tornou um dos meus filmes preferidos. Acho ele um filme muito importante porque volta e meia uma amiga da minha filha escreve para mim - 'Tia, a gente está assistindo aqui na escola o filme para analisar!', então, eu achei um filme muito legal. Ele é lúdico e, em simultâneo, interessante, psicologicamente falando.
Foi muito curioso, pois fui fazer o teste para Alegria, sai de lá meio - 'nossa, que legal, vai dar certo!' - ai me falaram se eu tinha como voltar para fazer outro teste. Acabei voltando e fiz um teste para Nojinho, e eu sai pensando - 'Gente, na boa, não dá para fazer isso não! Não peguei, porque se voltei para fazer a Nojinho é porque não peguei a Alegria. Então, paciência, não fazer esse trabalho, pois é muito difícil'. Pensei isso porque a Alegria foi tão fácil de fazer, porque foi tão próximo de como sou, não que eu seja alegre o tempo todo, pela mor de Deus, que eu não quero carregar esse fardo, mas é porque realmente falo rindo, dou muita risada, então foi bastante natural.
Acabei indo para casa meio desanimada, aí lembro que levei a Nina, minha filha que na época deveria ter uns seis anos, e acabei falando - 'Nossa filha, fui mau à beça no teste, paciência.', e logo quando me ligaram falando que havia conseguido o papel da Alegria, comemorei demais.
Outro aspecto pelo qual você também super reconhecida é pelo seu humor, que inclusive a levou a participar de quadros no Casseta & Planeta da Rede Globo em 2012. Como considera ser a sua proximidade com esse gênero?
Amo fazer humor! Acho que o humor é uma das ferramentas mais democráticas de se comunicar, porque através dele conseguimos falar sobre temas muito espinhosos e difíceis de uma forma muito inclusiva, onde você começa a dar risada e depois pensa - 'gente, pera aí! É realmente assim né'. O humor tem essa qualidade e, simultaneamente, é uma coisa muito difícil de ser feito, precisa de muita rapidez mental, então, eu tenho muito orgulho de falar que faço humor.
Acho que, fazendo um retrospecto da minha vida, eu sempre tive essa veia cômica, digamos assim. Eu sempre fui uma pessoa engraçada em casa, leve, e isso tudo óbvio que ajuda. Porém, o que realmente me fez mergulhar de cabeça nesse universo foi o convite do Paulinho Serra para entrar nos 'Desnecessários', e com isso acabei começando a praticar humor, diria assim. Ai as coisas foram indo para esse lado que tenho tanto orgulho de dizer que fiz parte dessa história do humor com essa turma tão boa.
Além da dramaturgia, você também já teve outras experiências como repórter no 'The Voice Brasil' em 2013, além das suas participações em podcasts, como foi em 2016 no 'Podcrastinadores' do humorista Fernando Caruso. Como foi viver esses novos desafios e como acreditam que eles tenham alimentado ainda mais a sua carreira?
Como eu disse, eu gosto muito de me comunicar, então todas essas experiências como apresentadora, até os programas que fiz no Multishow 'Viajandona', que tinha o humor, porém tinha muito de apresentação, foram programas muito gratificantes para mim, porque pude explorar esse lado de comunicadora mesmo que tanto gosto. A respeito dos podcasts, eu flerto muito com eles, porque eles foram a onda que eu deveria ter surfado e não surfei de boba mesmo. Amo e identifico muito o podcast como algo bem de rádio, um dos veículos que mais gosto. Gosto de fazer e toda vez que vou é muito gratificante, legal, divertido e eu amo essa coisa da voz, de acompanhar as pessoas no carro, pode ouvir quando está fazendo alguma outra coisa.
Eu sempre tive muitas ideias, porém, ficava naquela de será que vai dar certo, já fiz reuniões e muitas vezes quase fiz e não fiz. Depois eu pensava ter tantos e eu fiquei de fora por bobagem mesmo. Então, fazer e participar de podcast para mim, tem esse carinho especial porque é algo que gosto muito de escutar e consumo bastante, então, também gosto muito de fazer.
Fugindo um pouco do segmento de seus trabalhos, em questão do público, você também atuou na continuação 'Carrossel 2 - O Sumiço de Maria Joaquina', onde além de contracenar com todas as crianças, você também viveu a vilã do filme. Como foi se conectar melhor com esse público e principal estar no set com a Elke Maravilha, que infelizmente nos deixou no mesmo ano do lançamento do filme?
O 'Carrossel' foi um filme marcante na minha carreira por alguns motivos. O primeiro é de ter sido a minha primeira vilã. Na hora que recebi o convite, eu fiquei tão preocupada, porque a Nina era pequena e os amigos dela iriam ficar com raiva de mim e ninguém mais ia querer vir aqui em casa e nenhuma mãe iria deixar, eu ficava pensando assim. Porém, alguém me disse uma frase, infelizmente eu não lembro quem foi, pois é tão boa e eu replico ela tanto, que era 'as crianças amam os vilões porque na cabeça delas são seres e pessoas muito corajosas e poderosas'. Dito e feito - as crianças amam a Didi Mel, amam. É um trabalho que me deu muita repercussão com o público jovem e infantil. No TikTok, nada que faço e que não seja referente a Didi Mel repercute. Eu me lembro que fiz uma daquelas transições quando pintei o cabelo, eu estava loira e passei para morena. Postei e ele viralizou! Não foi nem devido ao meu cabelo ou da transição que estava super mal feita, e si, porque todo mundo falou - 'Gente, a Didi Mel!' - acabei bombando no TikTok.
Recebo todo esse carinho especial e fora isso, teve o fato de ter contracenado com a Elke Maravilha, que acabou sendo o meu segundo filme com ela, porque ela também fez 'Meu Passado Me Condena', e lembro que na época a gente conviveu no navio, então trocamos muito, conversamos, e ela é, e depois acabei lendo a biografia dela do Chico Felitti, e falei - 'nossa, ela é isso mesmo! Um livro de história vivo!' - porque ela te conta uma história de uma forma tão sedutora e fantástica que faz com que você se projete para o lugar que ela está contando aquela história. É uma pessoa que faz muita falta e é realmente um ser iluminado!
Apesar de ter sido eliminada na competição do 'Super Chef Celebridades', um reality show culinário preparado pela Rede Globo com a sua participação em 2015, a sua participação no programa gerou bastante apelo por parte dos seus fãs. Como descreveria a sua passagem por esse reality e como foi o clima com os outros participantes nos bastidores da competição?
Eu amei participar do 'Super Chef'! É engraçado porque estou fazendo uma micro retrospectiva de tudo que te respondi e eu amei, e mandou muito bem nas perguntas, pois são coisas que marcaram a minha vida. O 'Super Chef' transformou a minha vida pessoal porque eu passei a gostar de cozinhar, e eu não fazia nada, zero cozinha! Tinha gente lá no grupo que super sabia cozinhar, o Giba tinha até um canal de culinária e eu não sabia quebrar um ovo! Mentira (risos), quebrar eu sabia, agora um bifé ... se eu tivesse que fazer um bifé, teria que ligar para alguém, perguntar como faria.
Como fique 1 mês lá, pensei em me dedicar. A gente ficava lá, fazia as provas, saia, tinha aula particular a tarde com a Manu Zappa, uma chefe muito boa do Rio de Janeiro e que me ensinou muita coisa. Eu fiquei encantada por esse universo, enfim, o bichinho da cozinha me picou, passei a gostar de uma coisa que eu nunca tinha feito antes, porém, abri mão, esqueci, fiz uma vez ou outra para nunca mais.
Quando chegou a pandemia, isso foi a minha grande muleta, que me segurou viva, em pé e motivada, porque eu passei a cozinhar três refeições todos os dias e de fato eu peguei gosto e passei a aprender. Hoje, acho que sei cozinhar e tudo começou lá atrás. Foi um momento muito importante e eu adoro aprender, ainda mais com os melhores, porque você tinha a oportunidade de fazer aulas com chefs muito incríveis que nem aula dão, só pelo fato de estar lá no programa. Aprendi, me conectei com muita gente legal da cozinha, eu adoro comer, não como muito, mais adoro comer bem, então foi muito interessante para mim e foi uma experiência inesquecível. Foi muito engraçado porque eu perdi eu perdi no começa, depois teve uma repescagem e eu voltei e ainda ganhei elogios em câmera aberta, de uma farofa que a Cleusa, uma moça que trabalhava na casa da avó da minha filha fazia e eu repliquei ela e acabei fazendo uma carne que deu super certo, sendo que nem comer carne eu como. Foi muito legal, acabei indo até a final e achei que fui até longe pra quem não fazia nada e hoje eu amo cozinhar.
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O post Miá Mello relembra melhores momentos da carreira e fala sobre início: 'nunca achei que fosse possível' foi publicado primeiro em Observatório dos Famosos.