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Karla Gracie mostra força ao defender empoderamento através de suas músicas

Descendente de uma das principais famílias do jiu-jitsu brasileiro, cantora de 28 anos aposta no estilo do trap musi

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Redação - Observatório dos Famosos clock 26/07/2022 14:31
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Mesmo trazendo no sobrenome a força da família que difundiu o jiu-jitsu mundialmente, Karla Gracie vem trilhando seu próprio caminho no meio musical. A cantora lançou recentemente o single 'Completa o meu Flow', no dia 27 de maio, em parceira com o cantor Gaab, filho do cantor e produtor musical, Rodriguinho, ex-vocalista do grupo 'Os Travessos'.

A música conta a história de um casal, que se ama, mas foi separado pelo destino. Eles seguem caminhos diferentes, mas acreditam que um dia ficarão juntos novamente. Em 2019, Karla estreou no mundo musical, como cantora de trap, vertente do rap. Com produção também de Rodriguinho, ela lançou 'Salto 15' e depois, 'Bonnie & Clyde'.

Ao contrário do que muita gente pensa, ter nascido numa família tão tradicional no esporte, não ajudou a abrir portas. Mesmo com a pressão e resistência inicial dos pais, Karla Gracie e Pierino de Angelis, sua paixão pela música falou mais alto. Confira a entrevista!

Descendente de uma das famílias mais célebres das artes marciais brasileiras, você acabou optando por seguir uma direção mais artística no meio musical. O que mais a atraiu por esse caminho e como foram os seus primeiros contatos com a música?

Sempre quis ser cantora desde criança.  Eu já ficava fascinada vendo os artistas cantando e sempre me imaginava nos palcos. Nas grandes reuniões de família, como Natal, por exemplo, eu sempre 'dublava', fazendo um show para eles. Minha família jamais achou que ia acontecer de verdade (risos). Desde então, comecei a estudar música e não parei mais.

Lançada no final do mês de maio agora de 2022, 'Completa o Meu Flow', nos apresentou a história de um casal que apesar de se amarem, acabaram sendo separados pelo destino. De onde nasceu o contexto dessas música e o que o projeto trouxe de especial na sua carreira?

Essa música teve inspiração em uma paixão platônica que eu tive e a outra pessoa também nunca soube. Mas, às vezes, acho que crio sentimentos só para poder compor. (risos) Só de fazer parceria com um cantor da qualidade GAAB já é uma realização para mim. Sempre acompanhei muito o trabalho dele. Esse projeto acabou me abrindo muitas portas, inclusive com a gravadora Som Livre, que agora pertence à Sony Music Internacional. Durante o planejamento do lançamento da música, os olhos acabaram se voltando para minha carreira e eu acabei assinando com eles.

Além do contexto romântico da música, você também contou com uma parceria inédita do cantor Gaab, filho do produtor musical Rodriguinho. Como aconteceu a união de vocês dois e em que mais se identificaram em relação às suas percepções musicais?

Eu estava em São Paulo gravando meu disco no estúdio do Rodriguinho, e quando escrevi a música, a gente achou que estava faltando uma voz para fazer o 'casal'. O Gaab estava no estúdio e topou fazer a parceria escrevendo a parte dele na canção. Ele canta R&B, que eu adoro, e super combina com o estilo do rap. Tudo ocorreu de forma natural e eu adorei o resultado.

Uma curiosidade a respeito da produção, é de que a música foi gravada inteiramente durante o período de pandemia. Vocês chegaram a passar pelo trabalho apenas em home office ou chegaram a produzir de forma híbrida?

A gente produziu quando já estava começando a liberar os encontros, e mesmo assim, tomando todas as medidas de segurança. Uma parte da produção foi home office, mas a parte da voz eu precisava estar presente no estúdio.

O ano de 2019 ficou marcado pela sua estreia como cantora e fez alguns trabalhos com o trap, tais como 'Salto 15' e 'Bonnie & Clyde' com produção do próprio Rodriguinho. Como foram essas suas primeiras músicas e o porquê de seguir pelo estilo do trap?

Essas duas músicas foram as primeiras músicas que a gente gravou junto. Salto 15 já estava pronta na primeira vez que eu fui ao estúdio e Bonnie e Clyde a gente escreveu junto, eu e o Rodriguinho. O rap é o estilo que eu mais me identifico e mais me sinto à vontade para falar sobre questões como empoderamento e retomada do poder da mulher.

Em relação às temáticas das suas músicas, muitas delas acabam servindo como um protesto contra o machismo e para inventiva também o empoderamento feminino. O que você enxerga sobre essa potência de influência que seu trabalho possui e quais foram às músicas mais marcantes nesse sentido de transmitir mensagem ao público?

Simplesmente o fato de eu estar travando minha carreira em um ambiente predominantemente masculino já fala muito por si só. Só isso já quebra muitas barreiras e exige muita coragem. Eu levo tudo de uma forma forte, mas leve. Tem várias formas de exercer a mudança. Minhas letras falam a verdade, mas sempre com um tom um pouco irônico. Fico feliz de estar exercendo esse papel e incentivando a união das mulheres. Aprendi muito a me impor através do jiu-jítsu, e gostaria que todas as mulheres tivessem aprendido o que eu aprendi. Então, eu tento mostrar uma outra possibilidade através da música.

Formada pela faculdade federal de música na UNIRIO, você já declarou uma vez que foi após a faculdade que passou a receber mais apoio de seus parentes, porém, também afirmou que o fato de ter crescido no jiu-jitsu acabou a ensinando alguns conceitos sobre o foco, a disciplina e a paciência. Por esse lado, você passa a ser grata à arte marcial por ter acedido a esses pilares na construção de sua carreira artística?

Sou extremamente grata à arte marcial. Porque o jiu-jítsu não é só uma luta. É uma filosofia de vida. Princípio e respeito são bases do esporte, que eu vou levar comigo para onde for, e sem dúvidas trazer isso para minhas letras.

Apesar de ter decidido seguir a carreira na música, você já pensou em procurar alguma coisa relacionada ao esporte? A família acaba exercendo certa pressão em relação a você e as expectativas do público?

Eu amo fazer esporte e ocupa uma parte bem grande do meu dia a dia. Mas, como profissão, nunca quis. Não sinto essa pressão não. Se eu tivesse no esporte, sim, essa pressão seria enorme. Mas na música, eu tenho trilhado meu caminho sozinha, então eles não me cobram.

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