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Rémy calculou que precisaria de duas décadas para recuperar o investimento em uma bomba de calor e decidiu manter a antiga caldeira a óleo combustível.
Unsplash Com a chegada dos meses frios, a troca de sistemas de aquecimento volta a preocupar moradores que buscam economizar energia. Na França, Rémy, de 70 anos, decidiu não substituir sua caldeira a óleo combustível por uma bomba de calor após avaliar os custos da mudança. Para o aposentado, o investimento demoraria tempo demais para compensar.
Morador de Valff, na região da Alsácia, ele vive em uma casa de 120 metros quadrados com aquecimento de piso. Segundo relato publicado pela revista Marie France, Rémy gastou aproximadamente 1.200 euros para aquecer o imóvel em 2025.
Já a instalação de uma bomba de calor custaria cerca de 15 mil euros, além de aproximadamente 60 euros mensais de despesas de funcionamento, conforme os cálculos apresentados pelo aposentado.
“Eu precisaria de 20 anos para amortizar esse sistema de aquecimento, porque não tenho direito a nenhum auxílio”, explicou Rémy, em declaração reproduzida pela publicação.
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O caso não é isolado. Outros moradores ouvidos pela imprensa francesa também demonstraram preocupação com o preço da substituição dos equipamentos e com o tempo necessário para recuperar o dinheiro investido.
Thierry, de 72 anos, por exemplo, relatou ter recebido orçamentos entre 25 mil e 35 mil euros para instalar uma bomba de calor ou uma caldeira a pellets. Já Nathalie, de 62 anos, afirmou gastar entre 700 e 1.200 euros por ano com o aquecimento atual, além dos custos de manutenção.
Embora as bombas de calor possam oferecer maior eficiência energética, o retorno financeiro depende de fatores como o isolamento da residência, o consumo, o custo da instalação e as condições de financiamento ou subsídios disponíveis.
O óleo combustível é uma fonte de energia fóssil que contribui para as emissões de dióxido de carbono. Na França, desde 2022, a instalação de novas caldeiras que utilizam exclusivamente combustíveis fósseis está sujeita a restrições, com exceções previstas para situações específicas.
Isso não significa, porém, que todos os proprietários sejam obrigados a retirar os equipamentos antigos de funcionamento imediatamente. Caldeiras já instaladas podem continuar sendo utilizadas, mantidas e reparadas, respeitadas as regras aplicáveis.
A decisão de Rémy mostra como o custo inicial pode influenciar a transição para alternativas de aquecimento menos poluentes, sobretudo quando o morador considera que levará muitos anos para recuperar o investimento.