Afinal, quem pensa mais em sexo: homens ou mulheres? A resposta surpreende
Inspirada no mindfulness, prática propõe desacelerar, ampliar a percepção corporal e transformar a intimidade em um momento de autoconhecimento
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Em meio ao crescimento das conversas sobre autocuidado, saúde mental e relação com o próprio corpo, uma prática antes cercada por tabus passou a ser discutida sob uma nova perspectiva: a masturbação consciente. Inspirada nos princípios do mindfulness, a proposta é trazer mais atenção ao momento presente, reduzindo distrações e estimulando uma percepção mais ampla das sensações corporais.
Diferentemente de uma busca apressada pelo orgasmo, a prática propõe desacelerar e observar o próprio corpo, seus estímulos e preferências. A ideia é que a experiência sexual deixe de ser guiada apenas por expectativas de desempenho e passe a envolver presença, conforto e autoconhecimento.
O conceito acompanha um movimento mais amplo de valorização da sexualidade como parte do bem-estar. Pesquisas sobre intervenções baseadas em mindfulness na área sexual indicam que a atenção plena pode contribuir para aspectos como consciência corporal, desejo e resposta sexual em alguns grupos, embora os estudos ainda tenham limitações e não permitam afirmar que os efeitos sejam iguais para todas as pessoas.
Segundo especialistas em sexualidade, um dos pontos centrais dessa abordagem é diminuir a ansiedade durante a relação com o prazer. A atenção direcionada às sensações, à respiração e às respostas do corpo pode ajudar algumas pessoas a compreender melhor seus próprios estímulos e necessidades.
"A masturbação é uma forma de conhecer o próprio corpo, entender o que traz prazer e desenvolver uma relação mais confortável com a própria sexualidade", explicam especialistas em saúde sexual.
Na prática, a masturbação consciente envolve criar um ambiente sem pressa, afastar interrupções e observar as sensações sem transformar o orgasmo em uma obrigação. O foco está menos em atingir um resultado específico e mais em perceber o caminho até ele.
A abordagem também tem sido associada ao debate sobre desconstrução de tabus relacionados ao prazer feminino. Para muitas mulheres, falar sobre sexualidade ainda envolve questões culturais, inseguranças e dificuldade de comunicação sobre desejos e limites.
Além do aspecto sexual, a masturbação, quando vivida de maneira saudável e sem interferir negativamente na rotina, é considerada uma prática comum. Especialistas apontam que ela pode estar relacionada ao relaxamento, à redução do estresse e ao conhecimento corporal.
Apesar do interesse crescente, profissionais alertam que a prática não deve ser encarada como solução para dificuldades sexuais. Questões como dor, falta de desejo persistente ou alterações na resposta sexual podem exigir avaliação individualizada.
Mais do que uma nova tendência de bem-estar, a masturbação consciente representa uma mudança de olhar sobre a intimidade: menos ligada à cobrança por desempenho e mais relacionada à presença, ao conhecimento do próprio corpo e à construção de uma sexualidade mais confortável.
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