Reprodução Instagram Herança ou doação? Especialista revela estratégia para reduzir impostos ao receber imóvel dos pais
Redação Entretenimento
20/06/2026 06:22
A transferência de imóveis entre pais e filhos costuma gerar dúvidas, especialmente
quando o assunto envolve herança, doação e pagamento de impostos. Como a casa da família geralmente representa uma das maiores parcelas do patrimônio familiar, escolher a melhor forma de transmiti-la para as próximas gerações pode impactar diretamente os custos tributários.
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Desse modo, uma decisão tomada sem planejamento pode resultar em uma carga tributária significativa no futuro. Em determinadas situações, r
eceber um imóvel por meio da herança tradicional pode não ser a alternativa mais vantajosa financeiramente.
Valorização do imóvel pode aumentar impostos
Segundo especialistas da área, um dos fatores mais importantes nessa análise é o tempo de posse do imóvel. Quando os pais permanecem por muitos anos em uma propriedade, é comum que ela se valorize consideravelmente ao longo do tempo.
Nesse cenário, caso o imóvel seja herdado e posteriormente vendido pelo filho, a tributação sobre o ganho de capital pode ser elevada, reduzindo parte do valor obtido com a venda.
Estratégia pode ajudar a economizar no futuro
Para minimizar esse impacto, é sugerida uma estrutura patrimonial diferente. A proposta consiste na criação de um fundo patrimonial em que os pais mantenham a propriedade e o usufruto vitalício da residência durante toda a vida, enquanto o filho é indicado como beneficiário.
Na prática, isso significa que os proprietários continuam com total controle sobre o imóvel. Eles podem morar na residência, alugá-la ou tomar qualquer decisão relacionada ao bem enquanto estiverem vivos.
Após o falecimento, no entanto, a propriedade passa para o beneficiário de forma planejada, o que pode reduzir parte dos custos tributários normalmente associados ao processo sucessório.
Pais mantêm controle total da propriedade
Outro benefício está relacionado à proteção patrimonial. Mesmo com a estrutura criada, os pais preservam todos os direitos sobre o imóvel durante a vida.
Dessa forma, nenhuma mudança prática ocorre no dia a dia da família. A principal diferença está na forma como a transferência patrimonial será realizada futuramente, buscando maior eficiência tributária.
Apesar das possíveis vantagens, é de se alertar que a estratégia exige acompanhamento profissional. As regras tributárias e sucessórias variam conforme a legislação local e podem sofrer alterações ao longo do tempo.
Além disso, a implementação dessas estruturas envolve custos que precisam ser comparados com a economia fiscal projetada para o futuro. Questões como valor do imóvel, idade dos proprietários, número de herdeiros e objetivos da família também devem ser levadas em consideração.
Em alguns casos, a herança tradicional continua sendo a melhor escolha
Nem sempre a criação de estruturas patrimoniais será a alternativa mais adequada. Há situações em que a herança convencional permanece como a opção mais simples e vantajosa.
Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o imóvel será utilizado como residência principal do herdeiro ou quando não existe intenção de venda no curto prazo. Em alguns locais, benefícios fiscais específicos para imóveis residenciais também podem favorecer o modelo tradicional.
Outro fator relevante é o histórico de valorização da propriedade. Se o imóvel foi adquirido recentemente e ainda não registrou grande aumento de valor, o impacto tributário tende a ser menor, tornando a herança direta uma alternativa mais interessante para a família.