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Libido baixa: por que tantas pessoas estão sentindo menos desejo sexual?

O desejo sexual não é fixo: entenda como fatores físicos e emocionais podem transformar a relação com o sexo

Libido em baixa: como estresse, rotina e hormônios influenciam o desejo Magnific
Menos desejo sexual? Veja os fatores que podem afetar a libido
Redação Entretenimento clock 17/06/2026 11:38
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Durante muito tempo, falar sobre desejo sexual era quase sempre associado à frequência das relações. Hoje, a conversa ganhou outra dimensão: muitas pessoas passaram a questionar por que a vontade de transar muda ao longo da vida, por que o desejo oscila e quais fatores podem interferir na libido.

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A resposta, segundo especialistas, está longe de ser simples. O desejo sexual é influenciado por uma combinação de aspectos físicos, emocionais, hormonais e sociais. Não existe um "nível ideal" de libido que sirva para todas as pessoas, o que importa é quando a mudança passa a causar desconforto ou afetar a qualidade de vida e dos relacionamentos.

 

O desejo não funciona como um botão de liga e desliga

 

Uma das ideias que vem sendo discutidas na sexualidade moderna é que o desejo não aparece da mesma forma para todo mundo. Para algumas pessoas, ele surge espontaneamente; para outras, pode aparecer depois de estímulos, conexão emocional, relaxamento ou contexto favorável.

 

A psiquiatra e pesquisadora canadense Rosemary Basson propôs um modelo de resposta sexual feminina que questiona a visão tradicional de que o desejo sempre precisa vir antes da excitação. O modelo destaca que fatores como intimidade, satisfação no relacionamento e experiências positivas podem participar do processo.

 

A teoria ajudou a ampliar o debate sobre como a sexualidade feminina é compreendida.

 

Estresse e rotina podem afetar a libido

 

Um dos fatores mais associados à redução do desejo sexual é o estresse. A rotina marcada por excesso de responsabilidades, falta de descanso e ansiedade pode interferir no interesse por sexo.

 

Isso acontece porque o desejo sexual depende de uma série de mecanismos do organismo, incluindo funcionamento hormonal, saúde mental e sensação de bem-estar.

 

Em mulheres, mudanças hormonais ao longo da vida, como as relacionadas ao ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa, também podem influenciar a libido. Nos homens, alterações hormonais, incluindo níveis reduzidos de testosterona, podem estar relacionadas a mudanças no desejo e na função sexual.

 

A tecnologia também entrou nessa conversa

 

Outro tema que ganhou espaço nas discussões sobre sexualidade é o impacto do uso intenso de telas e da hiperconectividade na vida íntima.

 

A presença constante de notificações, trabalho fora do horário e consumo excessivo de conteúdo digital podem contribuir para uma rotina com menos momentos de descanso e conexão presencial.

 

Especialistas costumam destacar que o problema não é a tecnologia em si, mas quando ela ocupa espaços que antes eram destinados à intimidade, ao relaxamento e à interação entre parceiros.

 

Sexo e saúde mental estão mais conectados do que parece

 

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e períodos de grande pressão emocional podem afetar diretamente a forma como uma pessoa se relaciona com o próprio corpo e com o desejo.

 

Além disso, alguns medicamentos, como determinados antidepressivos, podem ter efeitos sobre a função sexual, por isso, mudanças persistentes devem ser avaliadas com acompanhamento profissional.

 

Quando a falta de desejo merece atenção?

 

A oscilação da libido faz parte da vida. Fases de maior ou menor interesse sexual podem acontecer por diversos motivos.

 

O sinal de alerta aparece quando a mudança é persistente, causa sofrimento, interfere no relacionamento ou vem acompanhada de outros sintomas físicos ou emocionais.

 

Nesses casos, profissionais como ginecologistas, urologistas, psiquiatras ou terapeutas sexuais podem ajudar a investigar possíveis causas.

 

A principal mudança na forma de falar sobre desejo sexual hoje é justamente entender que libido não é uma medida de desempenho. Ela acompanha fases da vida, contexto emocional e condições de saúde e conhecer o próprio corpo pode ser o primeiro passo para uma vida sexual mais satisfatória. 

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