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Hana Khalil questiona economia do cuidado e defende as mulheres

Veja o desabafo de Hana Khalil!

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Redação UAI clock 02/08/2024 11:38
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A influenciadora Hana Khalil abriu um debate para questionar a economia do cuidado, que torna o dia a dia cada vez mais exaustivo com as tarefas dome%u0301sticas. Afinal, para ale%u0301m das exige%u0302ncias de suas profisso%u0303es, muitas delas, principalmente as ma%u0303es, seguem com as suas rotinas acumulando outras tarefas quando esta%u0303o dentro das suas casas.  “As mulheres sa%u0303o responsa%u0301veis pelo trabalho na%u0303o remunerado”, declara.
  
Segundo o Oxfam (Comite%u0302 de Oxford para o Ali%u0301vio da Fome), elas realizam 3⁄4 do trabalho de cuidado na%u0303o remunerado do mundo. Ou seja, cerca de 12,5 bilho%u0303es de horas todos os dias. “Isso e%u0301 comum no Brasil e 75% de todo esse servic%u0327o esta%u0301 nas ma%u0303os delas. Na minha fami%u0301lia, quem fazia era a minha ma%u0303e e minha avo%u0301. Se elas na%u0303o lavassem as roupas, ningue%u0301m tinha roupa limpa”, conta.
  
A OCDE (Organizac%u0327a%u0303o de Cooperac%u0327a%u0303o e Desenvolvimento Econo%u0302mico) define o trabalho na%u0303o remunerado como o tempo na%u0303o pago gasto na realizac%u0327a%u0303o de tarefas dome%u0301sticas e inclui: cuidar de crianc%u0327as, idosos ou outros membros da fami%u0301lia de fora dela, cozinhar, limpar, lavar roupa, comprar utensi%u0301lios dome%u0301sticos e outros atividades.
 
A influenciadora analisa as demandas que as mulheres da sua fami%u0301lia tinham quando ela ainda era crianc%u0327a: “Quem cuidava da rotina, dava banho, levava pra escola, fazia o dever, pegava o grosso mesmo e a parte chata e massiva da fami%u0301lia? Eram elas”, declara.
 

Influenciadora acredita que pressão pode ocasionar complicac%u0327o%u0303es na sau%u0301de da feminina

 
Segundo estudos, se as mulheres de todo o mundo recebessem um sala%u0301rio mi%u0301nimo por executar essas demandas, elas teriam contribui%u0301do com aproximadamente US$10,9 trilho%u0303es para a economia global. Hana aponta que toda essa pressa%u0303o por coordenar a fami%u0301lia e a dedicac%u0327a%u0303o com tais atividades podem ocasionar complicac%u0327o%u0303es na sau%u0301de da feminina. A sobrecarga, por exemplo, pode leva%u0301-las a abandonarem os seus sonhos profissionais. Na contrama%u0303o dessa realidade, a influenciadora fala sobre o movimento das “Trad Wifes”:
 
“No Estados Unidos, 'Trad Wifes' e%u0301 uma abreviac%u0327a%u0303o para 'traditional wives' ou esposas tradicionais, que escolheram - hoje em dia, porque antes elas na%u0303o teriam outra escolha - viver para servirem suas fami%u0301lias e apenas isso”. O pensamento desse movimento basicamente se restringe a%u0300 dedicac%u0327a%u0303o exclusiva a%u0300s func%u0327o%u0303es ligadas a%u0300 fami%u0301lia, fazendo com que as esposas se afastem do emprego ou carreiras.
 
“Toda mulher tem o direito de ser dona de casa e gostar de ser uma esposa tradicional que vive pro trabalho na%u0303o remunerado, mas isso na%u0303o da%u0301 uma inseguranc%u0327a?”, diz Hana ao enfatizar a depende%u0302ncia financeira que as mesmas podem enfrentar ao tomarem essa decisa%u0303o.
 
Para ela, essas caracteri%u0301sticas fazem parte de uma estrutura e tem um fundamento: “A estrutura e%u0301 assim por um motivo claro: Continuar afastando mulheres de cargos de poder para ser cada vez mais fa%u0301cil controla%u0301-las. A escolha e%u0301 um material moderno que precisamos dominar”, finaliza.
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