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Por Pablo Oliveira
Tufi FM A demissão de Daniela Lima da GloboNews, confirmada nesta segunda-feira (4), continua gerando repercussão dentro e fora da emissora. E um comentário publicado horas depois pela jornalista Cecilia Flesch, também ex-integrante do canal, acendeu ainda mais a chama das especulações.
Em uma publicação no X (antigo Twitter), Flesch, que deixou a emissora em 2023, compartilhou um texto que, embora não citasse nomes diretamente, foi amplamente interpretado como uma crítica indireta à saída de Daniela Lima.
'Me choca o quanto as pessoas miram e celebram o que acontece com o mensageiro por mais exagerado que ele seja. É que o fabricante de papel e caneta continua a mil por hora. Mas todo mundo esquece.'
A postagem rapidamente atraiu comentários. Seguidores identificaram o 'mensageiro exagerado' como uma referência direta à jornalista recém-demitida, conhecida por seu estilo incisivo e personalidade marcante. 'Chamou Dani Lima de exagerada. Ninguém devia aguentar ela na redação você, com sua personalidade forte, com certeza bateria de frente com ela', escreveu um internauta. Outro comentou: 'Quando o mensageiro (que não deveria ter lado nem torcida) claramente tem lado e torcida, o mensageiro deixa de ser mensageiro.'
A saída de Daniela Lima, que atuava na apresentação do Conexão GloboNews desde 2023, foi oficializada por meio de um comunicado divulgado pela Globo. A emissora atribuiu a decisão a uma reestruturação interna.
'Como parte do movimento permanente de renovação do quadro do canal, Eliane Cantanhêde, Daniela Lima e Mauro Paulino não integram mais o time da GloboNews. A GloboNews agradece a eles a valiosa parceria na apresentação e análise dos importantes acontecimentos políticos do Brasil e do mundo.'
Apesar do tom institucional, bastidores indicam que a demissão de Daniela Lima teria sido motivada por questões editoriais. Segundo o site TV Pop, a jornalista teria violado normas internas da empresa ao manter, em público, proximidade com fontes políticas e jurídicas, especialmente com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Tal conduta, de acordo com o código de ética da Globo, poderia comprometer a isenção exigida na cobertura jornalística.
A publicação de Cecilia Flesch surge como uma faísca que reacende velhas tensões nos bastidores da emissora. A jornalista, que também deixou o canal em meio a cortes e mudanças estratégicas, deu a entender que a demissão de Daniela está sendo usada como exemplo e que o sistema permanece intacto, apesar das trocas de nomes na linha de frente.
Enquanto isso, a saída da âncora segue dividindo opiniões entre colegas, fãs e especialistas em mídia. Para alguns, trata-se de uma resposta à perda de neutralidade; para outros, é reflexo de uma Globo em busca de um novo posicionamento político e editorial em tempos de redes polarizadas.
Entre códigos de conduta, recados cifrados e silêncios estratégicos, o que fica evidente é que a dança das cadeiras no telejornalismo brasileiro está longe de terminar. E cada movimento parece dizer muito mais do que aparenta.
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