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Virginia aciona Justiça após youtuber relatar cegueira por produto da We Pink

Por Pablo Oliveira

Virginia aciona Justiça após youtuber relatar cegueira por produto da We Pink Tufi FM
Virginia aciona Justiça após youtuber relatar cegueira por produto da We Pink
Pablo Oliveira clock 19/07/2025 00:40
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A influenciadora Virginia Fonseca e a Savi Cosméticos, dona da marca We Pink, entraram com um processo contra o youtuber Paullo R., responsável por divulgar o caso de Lidiane Herculano, mulher que afirma ter perdido a visão após usar um produto da marca. A polêmica explodiu após o criador de conteúdo publicar, no dia 22 de junho, um vídeo com o relato da consumidora sobre o uso do fortalecedor de cílios We Drop.

A informação foi revelada com exclusividade pela colunista Fábia Oliveira, que teve acesso aos documentos do processo. A ação judicial busca impedir a propagação do que Virginia e a empresa chamam de 'notícias falsas, difamatórias e caluniosas'. Com cerca de 182 mil inscritos, o canal de Paullo R. foi o primeiro a abordar o caso que ganhou grandes proporções na internet, inclusive sendo repercutido por influenciadores como Karen Bachini.

Virginia nega cegueira e acusa linchamento antecipado

No processo, Virginia Fonseca alega que Lidiane Herculano 'não ficou cega e tem levado uma vida sem qualquer anormalidade'. Ela acusa o youtuber de ter adotado uma narrativa descabida, produzindo vídeos com o intuito de atacá-la. A influenciadora também afirma que a cliente 'nunca forneceu laudos médicos' que comprovem as acusações e teria se recusado a entregar o produto para perícia.

'Você promove um linchamento antecipado sem provas. Como posso averiguar os fatos se a própria denunciante se nega a colaborar?', questiona Virginia no documento. Para ela, as atitudes de Paullo R. extrapolam o direito à informação e beiram a exploração de tragédias pessoais com foco em 'engajamento e monetização às suas custas'.

We Pink pede R$20 mil por danos morais e remoção dos vídeos

No pedido judicial, Virginia Fonseca e a We Pink requerem uma liminar que obrigue o youtuber a remover imediatamente os vídeos relacionados ao caso. Além disso, pedem que ele seja proibido de realizar qualquer nova publicação que ofenda a marca ou sua fundadora. As autoras da ação também solicitaram que o Google Brasil forneça a qualificação completa do dono do canal.

Elas ainda pedem uma indenização de R$ 20 mil por danos morais, valor que, segundo o processo, será revertido a uma instituição de caridade.

Relembre o caso da cliente

Lidiane Herculano, moradora de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, declarou em vídeo que teve as córneas queimadas após aplicar o produto nos cílios. 'Quando acordei, eu já estava vendo tudo muito nublado, tudo muito cinza', afirmou. Segundo ela, a médica responsável pelo atendimento relatou que 'o produto tinha queimado minha córnea'. No dia seguinte, as dores se intensificaram, e Lidiane passou a relatar que não conseguia mais abrir os olhos.

Apesar da gravidade das declarações, a defesa da marca insiste que não há qualquer comprovação médica do que foi dito. Para a equipe jurídica de Virginia, o caso foi amplificado de forma irresponsável, com impactos negativos à reputação da influenciadora e de sua marca.

Enquanto o caso segue na Justiça, o debate continua aceso nas redes, dividindo opiniões entre quem apoia a denúncia e quem acusa os influenciadores de estarem lucrando com a exposição do caso

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