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CEO do Shield Bank comenta o impacto do crédito mais caro no consumo, no humor do mercado e no futuro das decisões financeiras de quem compra - e de quem vende
Reprodução redes sociais A cena se repete: você olha o preço de algo, faz as contas, e... desiste. Não é só você. Com a taxa Selic no patamar de 14,25% ao ano, o maior desde 2016, o custo de viver — e de consumir — aumentou. E isso já se reflete nas ruas, nos comércios, nos aplicativos e, claro, no extrato do banco.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), em meio a um cenário de inflação persistente e tensão fiscal, mexeu direto com o comportamento do consumidor e com o crédito disponível no mercado. Segundo Robson Gimenes, presidente do Shield Bank, o efeito é imediato. “O custo do dinheiro aumenta, o acesso ao crédito diminui e o consumidor passa a adotar uma postura mais defensiva, priorizando o pagamento de dívidas e adiando decisões de compra e investimento”, explica.
A inflação segue acima da meta — o IPCA acumula alta de 4,87% nos últimos 12 meses — e as projeções para 2025 já falam em 5,1%, segundo o Boletim Focus. O resultado? O Banco Central mantém o pé no freio da economia.
Os efeitos práticos já aparecem: o crédito pessoal não consignado ultrapassou 89% ao ano, e o rotativo do cartão beira os 430%, um dos maiores da história. “Esses números explicam por que o volume de concessão de crédito às famílias recuou 6,8% em março em relação ao mês anterior”, pontua Gimenes. “A tendência é de retração ainda maior nos próximos meses, principalmente em produtos de maior valor agregado, como financiamento de veículos e imóveis.”
Do lado de quem vende — especialmente no setor produtivo — o impacto também é visível. Com linhas de crédito para capital de giro mais caras, muitos negócios estão freando investimentos e renegociando compromissos antigos. “A inadimplência começa a dar sinais de crescimento, o que exige ainda mais rigor na concessão de crédito por parte das instituições”, observa Gimenes. “Nesse contexto, o papel dos bancos digitais, como o Shield Bank, é oferecer alternativas mais inteligentes, com uso de tecnologia para avaliação de risco, personalização de produtos e atendimento consultivo.”
Uma das soluções lançadas pela fintech é o parcelamento em até 21 vezes nas maquininhas, voltado para pequenos empreendedores que precisam vender — mas sem sufocar o fluxo de caixa.
A elevação da Selic também elevou o tom em Brasília. Críticos do governo questionam o impacto da taxa no crescimento e no emprego. O Banco Central, por sua vez, insiste na necessidade de manter os juros altos para controlar expectativas inflacionárias.“Apesar das pressões, é fundamental que o Banco Central mantenha sua autonomia técnica e continue tomando decisões com base em dados e projeções sólidas. Do contrário, o custo para a economia no médio prazo pode ser ainda maior”, afirma Gimenes.
As apostas do mercado apontam para uma possível queda dos juros apenas no segundo semestre de 2025 — e isso se a inflação der trégua. A expectativa é que a Selic recue para 13,25% até dezembro, segundo projeções da Anbima.
Enquanto o alívio não vem, o conselho é manter os pés no chão e a planilha atualizada.“É hora de consumidores e empresas se concentrarem em manter suas finanças equilibradas, evitar endividamento em linhas de crédito muito onerosas e se preparar para um ambiente ainda volátil nos próximos meses”, finaliza Robson Gimenes.
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