Dólar cai e Ibovespa sobe
Luciano Alves critica o uso da fé para amenizar responsabilidade sobre apostas
Durante sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas Esportivas, Virgínia Fonseca declarou confiar na justiça divina ao ser questionada sobre sua influência na divulgação de sites de apostas. A fala repercutiu nas redes sociais e também entre líderes religiosos, como o pastor Luciano Alves.
Para o pastor, misturar fé com questões sérias como o impacto das apostas online pode ser perigoso. “A justiça divina existe, mas também nos foi dada consciência e responsabilidade. Não podemos usar Deus como escudo para ações que influenciam negativamente a vida de milhões de pessoas, especialmente jovens e famílias inteiras que estão sendo afetadas por esse vício. Justiça divina também exige responsabilidade com o próximo”
Luciano reforça que a fé cristã ensina a cuidar do próximo. “Quando falamos em justiça divina, precisamos lembrar que Deus nos orienta a amar o outro, a proteger os mais frágeis. E o que temos visto é justamente o oposto: pessoas perdendo tudo, endividadas, jovens adoecendo emocionalmente, e tudo isso em nome do entretenimento e do lucro.”
O pastor também opinou sobre o uso da religião como justificativa ou resposta simplificada para situações que exigem responsabilidade prática e ética. “Misturar religião com negócios, especialmente quando há vidas sendo prejudicadas, é um desserviço à fé. O nome de Deus não deve ser usado para encobrir decisões humanas que causam dor e destruição.”
A fala levanta um debate que ultrapassa o universo das apostas: a responsabilidade social de influenciadores e o limite entre a fé pessoal e as consequências públicas. Para o pastor, “quem tem visibilidade precisa entender que cada palavra, cada campanha, pode moldar comportamentos. E Deus, certamente, se importa com o impacto que causamos na vida das pessoas.”
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