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Em um bate-papo leve, descontraído e exclusivo com a coluna Marcelo Bandeira, hospedada no portal "Uai", o famoso falou sobre vida, carreira e a trama global
Sergio Baia Rodrigo Fagundes é um dos pontos altos de "Volta por Cima". Na produção das sete, escrita por Claudia Souto, o artista de 52 anos interpreta Gigi, o mais desvairado da família. O caçula das irmãs Belisa e Joyce (Betty Faria e Drica Moraes) já passou dos quarenta anos, contudo, age de forma inconsequente. É "arroz" de festas badaladas e cola nas pessoas para desfrutar dos privilégios que perdeu.
Já na realidade, o mineiro é casado há 21 anos com o ator e roteirista Wendell Bendelack. Em 23 de dezembro do ano retrasado, eles oficializaram a união na Cidade Maravilhosa, com um festão e decoração toda inspirada em filmes e seriados de sucesso. Rodrigo ganhou fama ao estrelar o espetáculo "Surto" e incorporar o Patrick, aquele do bordão "Olha a faca", no extinto humorístico "Zorra Total". Confira o nosso dedo de prosa, uai!
1. Gigi tem feito um barulho bom, né? Como tem sido realizar esse trabalho e administrar os retornos tão positivos?
O Gigi mexe comigo em tantos níveis! Perceber a rápida aceitação da audiência e da crítica me aquece o peito. Ele é divertido, mas é mimado, egoísta; erra, acerta e está descobrindo o amor, passando por muitas viradas ao longo do enredo. Estou em êxtase.
2. O seu personagem acabou integrando alguns episódios dramáticos. Pensando nisso, te pergunto: como é poder mostrar essa sua vertente, já que se tornou conhecido por meio do humor?
Vejo graça no drama e drama na comédia e expressar momentos como esses está sendo um belo exercício. O que eu há muito desejava! A Claudia Souto e o seu timaço de colaboradores capricham nos diálogos e nas reviravoltas.
3. Acha que Gigi pode ser um divisor de águas na sua trajetória?
O gênero cômico acabou me rotulando um pouco e, nas novelas que fiz, embora a comédia estivesse sempre presente, tive a sorte de experimentar a temperatura do drama. Em "Volta por Cima", essas cenas estão maiores e eu me jogo de cabeça e coração. Um privilégio ter alguém que acredita no seu potencial e oferece várias camadas num só papel.
4. Gigi é assumidamente gay. Como é interpretá-lo com tanta representatividade e sem caricaturas para o público LGBTQIAP+?
Um grande triunfo. Me orgulho de estar conseguindo sensibilizar todo tipo de espectador e trazer humanidade para esse personagem. Entre qualidades e defeitos, a sua personalidade vai se mostrando a cada capítulo e inserindo uma representatividade de alta relevância na história. Aprendo bastante com ele.
5. Você nasceu e foi criado em Juiz de Fora, mas mora no Rio de Janeiro. O que carrega de mineiro e o que incorporou de carioca? Como é a relação com a sua cidade natal?
Eu amo Juiz de Fora! Tenho memórias maravilhosas com familiares, amigos, a descoberta da sexualidade, lealdade aos que amo e sabedoria para driblar os que não me acrescentam. De lá, ainda trago a vontade de ser bacana com os outros, amável e agregador.
No Rio, aprendi e aprendo a me defender quando preciso. É tudo agitado aqui comparado ao modo de viver que tinha lá. E o tempo também me deu a boa malandragem do RJ de entrar e sair dos lugares e situações sem sofrer ou deixando uma boa impressão (risos).