Filarmônica de Minas Gerais recebe Evelyn Glennie, percussionista aclamada no cenário internacional

DATA

  • 29/11/2018 à 30/11/2018

LOCAL / INFO

PREÇOS

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FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE EVELYN GLENNIE,

PERCURSSIONISTA ACLAMADA NO CENÁRIO INTERNACIONAL

 

No programa, obras de MacMillan, Debussy e Mussorgsky

 

Uma das maiores percussionistas de todos os tempos, Evelyn Glennie se apresenta pela primeira vez com a Filarmônica de Minas Gerais nos dias 29 e 30 de novembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. Com sua genialidade e técnica exuberante, a percussionista escocesa traz a Belo Horizonte um concerto para percussão que se destaca dentre os escritos nas últimas décadas, Veni, veni, Emmanuel, de MacMillan. Completam o repertório o Prelúdio para &ldquoA tarde de um fauno&rdquo, de Debussy, e Quadros de uma exposição de Mussorgsky. Originalmente composta para piano, essa peça ganhou diferentes interpretações. O público poderá ouvir pela primeira vez em Belo Horizonte a orquestração feita por Francisco Mignone.

 

Na série de palestras sobre obras e compositores, promovidas pela Filarmônica antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o convidado das duas noites será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O concerto de sexta-feira, da série Vivace, é apresentado também pelo BNDES.

 

As apresentações contam com o patrocínio da Cemig e incentivo das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

 

Repertório

 

Sobre Veni, veni, Emmanuel

 

James MacMillan (Kilwinnig, Escócia, 1959) e Veni, veni, Emmanuel (1991/1992)

Bacharel em Música pela Universidade de Edimburgo e Doutor em Composição pela Universidade de Durham, onde foi orientado por John Casken, James MacMillan desponta hoje como o maior dentre os compositores britânicos vivos. Sua produção é ampla, abrangendo óperas, balés, música para teatro e obras orquestrais. Contudo, é sua produção de caráter religioso que faz de MacMillan um dos mais notáveis compositores de seu tempo. Veni, veni, Emmanuel foi encomendada por Christian Salvesen e estreada pela Orquestra de Câmara Escocesa sob regência de Jukka-Pekka Saraste e solo de Evelyn Glennie, em 10 de agosto de 1992, no Prom 27, no Royal Albert Hall. O concerto inspira-se no cantochão Veni, veni, Emmanuel, cujo refrão traz as palavras &ldquoGaude, Gaude&rdquo (Regozijai, Regozijai) cantadas na forma de uma nota breve seguida de uma nota longa e outra nota breve seguida de outra nota longa. Essa estrutura rítmica (breve-longa-breve-longa) sugere ao compositor a batida do coração e é o elemento gerador de toda a peça, figurando assim em todos os seus compassos. A composição do concerto deu-se entre o primeiro domingo do Advento de 1991 e o domingo de Páscoa de 1992. Essas datas representativas do calendário cristão delimitam ainda sua estrutura, que explora inicialmente a dimensão teológica contida na noção de Advento e encerra-se, através daquilo que o compositor nomeia um &ldquodesvio litúrgico&rdquo, com uma alusão à Páscoa. Comungam assim a promessa de libertação dos fiéis do medo, da angústia e da opressão e a imagem do Cristo ressuscitado.

 

 

Sobre Prelúdio para &ldquoA tarde de um fauno&rdquo

 

Claude Debussy (Saint-Germain-em-Laye, França, 1862 &ndash Paris, França, 1918) e o Prelúdio para &ldquoA tarde de um fauno&rdquo (1891/1894)

Se revoluções podem chegar suaves como o sopro de uma flauta, o Prelúdio para &ldquoA Tarde de um fauno&rdquo de Claude Debussy é a prova cabal disto. A partitura imaginada por ele é moderna, ligeiramente nebulosa, sedutora, de harmonia indescritível e tonalidades ambíguas. Trata-se de um verdadeiro banquete sonoro transcendental. Sobre ela, Debussy escreveu: &ldquoA música deste Prelúdio é uma ilustração muito livre do belo poema de Stéphane Mallarmé. Ela não reivindica ser uma síntese dos versos, mas sim uma sucessão de cenas pelas quais os desejos e sonhos do fauno avançam no calor de uma tarde. Então, exausto de perseguir o caminho por medo das ninfas e náiades, ele abandona a si mesmo em um sono inebriante, cheio de sonhos, e finalmente percebeu-se em plena posse no meio da natureza universal&rdquo. A estreia deixou a todos deslumbrados, tanto que os parisienses que estavam na Société Nationale de Musique naquele dia 22 de dezembro de 1894 insistiram para que a obra fosse imediatamente repetida.

 

 

Sobre Quadros de uma exposição

 

Modest Mussorgsky (Karevo, Rússia, 1839 &ndash São Petesburgo, 1881) e Quadros de uma exposição (1874)

Quadros de uma exposição foi composta por Mussorgsky para seu amigo Viktor Hartmann, pintor talentoso que jamais conheceria o sucesso em vida. Hartmann morreu em 1873, aos 39 anos, vítima de um aneurisma. No ano seguinte, a Associação dos Arquitetos de São Petersburgo realizou uma exposição com aproximadamente 415 obras do pintor, a qual Mussorgsky visitou inúmeras vezes. Desejoso de homenagear o amigo, ele compôs, no mesmo ano, a grandiosa suíte para piano intitulada Quadros de uma exposição. A obra é estruturada em dez quadros e cinco caminhadas (Promenade). Os quadros são inspirados nos desenhos, croquis e pinturas de Hartmann as Promenades são o próprio compositor que caminha pela exposição. Após a morte de Mussorgsky, em 1881, a obra alcançaria um sucesso estrondoso no mundo inteiro e inúmeros compositores se empenhariam em orquestrá-la. Um deles foi o brasileiro Francisco Mignone, mas pouco se sabe sobre essa belíssima orquestração. Sua viúva, a pianista Maria Josephina Mignone, desconhecia a obra e parece tê-la encontrado apenas após a morte do marido, em 1986, perdida em uma gaveta. No entanto, acredita-se que tenha sido realizada no final da década de 1940, já que nos manuscritos das partes cavadas, atualmente na Biblioteca Nacional, verifica-se que ela foi executada em março de 1952 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, assim como em 1953 no Sodre (Servicio Oficial de Difusión Radio Eléctrica), de Montevidéu, e em 1954 nas comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo. A orquestração de Mignone para Quadros de uma exposição é especial, extremamente fiel às indicações originais de Mussorgsky, e das poucas que contempla a suíte completa (a versão de Ravel, mais conhecida, omite a quinta Promenade).

 

 

Maestro Fabio Mechetti

 

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

 

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello.

 

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

 

Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Evelyn Glennie, percussão

 

Evelyn Glennie é a primeira pessoa na história a criar e manter com sucesso uma carreira em tempo integral como percussionista solo. Ao longo dos anos, tem se apresentado por todo o mundo com os principais regentes, orquestras e artistas. Executou o primeiro concerto de percussão na história do BBC Proms, em 1992, no Royal Albert Hall, ajudando a popularizar os concertos para o instrumento. Gravou mais de 30 discos, tem mais de 200 obras comissionadas em seu nome e já recebeu mais de 80 prêmios internacionais, incluindo o Polar Music Prize, dois Grammy e uma indicação ao BAFTA. O documentário Touch the Sound e uma inspiradora palestra no TED Talks mostram a relação de Evelyn, surda desde a infância, com a música, e com a percussão em especial. Nascida na Escócia, foi convidada a se apresentar na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e recebeu o título de &ldquoDame&rdquo, o maior da Ordem do Império Britânico, em 2007.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

 

Números da Filarmônica de Minas Gerais em 10 anos (dados até 4 de novembro de 2018)

1.050 milhão espectadores 

816 concertos realizados

1.000 obras interpretadas

104 concertos em turnês estaduais

38 concertos em turnês nacionais

5 concertos em turnê internacional

90 músicos

569 notas de programa publicadas no site

182 webfilmes publicados (19 com audiodescrição)

coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

3 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos)

1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno) 

3 CDs independentes (Brahms&Liszt, Villa-lobos e Schubert)

1 trilha para balé com o Grupo Corpo

1 adaptação de Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para orquestra e bonecos com o Grupo Giramundo

 

SERVIÇO:

 

Série Allegro

29 de novembro &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

30 de novembro &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Evelyn Glennie, percussão

 

MACMILLAN                        Veni, veni, Emmanuel

 

INTERVALO

 

DEBUSSY                             Prelúdio para &ldquoA tarde de um fauno&rdquo

MUSSORGSKY/Mignone        Quadros de uma exposição

 

Ingressos:  R$ 44 (Coro) R$ 50 (Balcão Palco) R$ 50 (Mezanino), R$ 68 (Balcão Lateral), R$ 92 (Plateia Central) e R$ 116 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

 

Ingressos para o setor Coro serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

 

Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

 

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

http://www.filarmonica.art.br

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