FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS E PIANISTA RICARDO CASTRO INTERPRETAM CONCERTO DE CHOPIN

DATA

  • 01/03/2018 à 02/03/2018

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • :0,00

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS E PIANISTA RICARDO CASTRO

INTERPRETAM CONCERTO DE CHOPIN

 

Sob regência do maestro Marcos Arakaki, Orquestra apresenta também obras
de Berlioz e  Prokofiev

 

 

O Carnaval já passou, mas ainda é tempo de desfrutar da Abertura Carnaval Romano, de Berlioz. É com esta obra que a Filarmônica de Minas Gerais inicia suas séries Allegro e Vivace, nas noites dos dias e 2 de março de 2018, na Sala Minas Gerais, sob a regência do maestro Marcos Arakaki. O pianista Ricardo Castro retorna a Belo Horizonte para interpretar o Concerto para piano nº 2, em fá menor, op. 21, de Chopin. A Quinta Sinfonia de Prokofiev encerra o repertório. Ingressos entre R$ 44 e R$ 116 (inteira).

 

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas que a Filarmônica promove antes das apresentações, das 19h30 às 20h,o palestrante das duas noites será o percussionista da Filarmônica de Minas Gerais e curador dos Concertos Comentados, Werner Silveira. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Repertório

 

Sobre a Abertura Carnaval Romano

 

Hector Berlioz (La Côte Saint-André, França, 1803 &ndash Paris, França, 1869) e a Abertura Carnaval Romano, op. 9 (1844)

Berlioz foi incompreendido e ridicularizado pela maioria de seus contemporâneos. A posteridade, porém, o proclamou um arauto do Modernismo, responsável pela criação da sinfonia programática e pela renovação do timbre orquestral. O sucesso permanente de sua Abertura Carnaval Romano liga-se diretamente ao fracasso anterior da ópera BenvenutoCellini,da qual Berlioz retomou dois números: o grande coro do Carnaval (Vinde, povo de Roma) e o dueto de amor de Cellini e Tereza (retirado do primeiro ato). Na Abertura, o compositor explora com êxito a oposição entre esses dois temas representativos, respectivamente, do frenético arrebatamento coletivo e do sentimento individual. Uma agitada tarantela prenuncia a alegria da festa popular mas logo dá lugar ao melancólico canto de amor do corne. As reexposições sucessivas, em que se alternam combinações variadas dos dois temas, lembram um rondó cíclico

 

 

Sobre o Concerto para Piano nº 2 em fá menor

 

Frédéric Chopin (ZelazowaWola, Polônia, 1810 &ndash Paris, França, 1849)e o Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21(1829/1830)

O Concerto para piano em fá menor marca o retorno de Chopin à Polônia, país onde nasceu, após os primeiros sucessos internacionais. A estreia aconteceu no Teatro Nacional de Varsóvia, em 17 de março de 1830. Paralelamente, o compositor estava trabalhando em seu Concerto para piano em mi menor, que estreou no mesmo ano, em outubro. Ambos resultam da necessidade do pianista &ndash para lançar-se em carreira internacional &ndash de encontrar um repertório que valorizasse suas habilidades individuais, mais ambicioso que as fantasias brilhantes, improvisos e variações que executara até então. Quando se mudou para Paris, no ano seguinte, Chopin incluiu o Concerto em fá menor em sua primeira aparição na cidade. É uma obra importante na carreira do músico, que solidificou sua reputação e lhe ajudou a garantir uma clientela de princesas e duquesas como alunas, o que lhe permitiria, nos anos posteriores, escapar dos palcos e dedicar-se à composição.

 

Sobre a Quinta Sinfonia de Prokofiev

 

Sergei Prokofiev(Sontsovka, Ucrânia, 1891 &ndash Moscou, Rússia, 1953)e a Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, op. 100 (1944)

Definida pelo próprio Prokofiev como um &ldquocanto ao homem livre e feliz, à sua força, à sua generosidade e à pureza de sua alma&rdquo, a Quinta é a mais popular das sete sinfonias que escreveu, juntamente com a Primeira. Composta em 1944 e estreada no ano seguinte, ela representa um momento de maturidade na carreira do compositor, e de reencontro com o seu passado e suas origens. A Sinfonia nº 5 foi escrita quinze anos após a Quarta e dez anos após o reingresso de Prokofiev na União Soviética, depois de um exílio de dezessete anos. Nesse hiato, ele viu seu estilo de composição sofrer uma transformação considerável, enquanto buscava inspiração na força melódica autêntica do seu país: &ldquoo ar forasteiro não se casa com a minha inspiração, porque eu sou russo e a coisa pior para um homem como eu é viver no exílio&rdquo. A volta à terra natal se desdobrou no retorno às raízes musicais de sua juventude, na qual demonstrara amar profundamente a música de Haydn, cuja simplicidade e inocência das composições eram vistas como exemplo de clareza e sofisticação. Ao escrever nos moldes do &ldquorealismo socialista&rdquo, Prokofiev inaugurou uma fase chamada por ele de &ldquonova simplicidade&rdquo. Dessa intenção, nasceu seu opus 100, uma das obras mais célebres da música soviética.

 

Maestro Marcos Arakaki

 

Regente Associado da Filarmônica, Marcos Arakaki colabora com a Orquestra desde 2011. Sua trajetória artística é marcada por prêmios como o primeiro lugar no Concurso Nacional Eleazar de Carvalho para Jovens Regentes (2001) e no Prêmio Camargo Guarnieri (2009). Foi semifinalista no Concurso Internacional Eduardo Mata (2007).

 

O maestro foi regente assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), bem como titular da OSB Jovem e da Sinfônica da Paraíba. Dirigiu as sinfônicas do Estado de São Paulo (Osesp), do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Paraná, de Campinas, do Espírito Santo, da Paraíba, da Universidade de São Paulo, Filarmônica de Goiás, Petrobras Sinfônica e Orquestra Experimental de Repertório. No exterior, regeu as filarmônicas de Buenos Aires e da Universidade Autônoma do México, Sinfônica de Xalapa, Kharkiv Philharmonic da Ucrânia e BoshlavMartinuPhilharmonic da República Tcheca.

 

Arakaki tem acompanhado importantes artistas do cenário erudito, como Pinchas Zukerman, Gabriela Montero, Sergio Tiempo, Anna Vinnitskaya, SofyaGulyak, Ricardo Castro, Rachel Barton Pine, ChloëHanslip, LuízFilíp, Günter Klauss, Eddie Daniels, David Gerrier, Yamandu Costa.

 

Natural de São Paulo, é Bacharel em Música pela Universidade Estadual Paulista, na classe de Violino de Ayrton Pinto, e Mestre em Regência Orquestral pela Universidade de Massachusetts. Participou do Aspen Music Festival and School, recebendoorientações de David Zinmanna American Academy of Conducting at Aspen. Esteve em masterclasses com Kurt Masur, Charles Dutoit e Neville Marriner.

 

Seu trabalho contribui para a formação de novas plateias, em apresentações didáticas, bem como para a difusão da música de concerto em turnês a mais de setenta cidades brasileiras. Atua como coordenador pedagógico, professor e palestrante em projetos culturais, instituições musicais e universidades.

 

Ricardo Castro, piano

 

Ricardo Castro é pianista, regente, educador e administrador cultural. Vencedor dos concursos da ARD de Munique, Rahn de Zurique e Pembaur de Berna, foi o primeiro latino-americano a ganhar o Concurso Internacional de Piano de Leeds. Atuou como solista da Filarmônica da BBC de Londres, da Orchestre de laSuisseRomande, Academyof St. Martin in theFields, Sinfônica de Birmingham, Filarmônica de Tóquio e Mozarteum de Salzburg. Ricardo é fundador e diretor artístico do Neojiba, Núcleo Estadual de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia. Com a Orquestra Jovem da Bahia tem se apresentado em importantes salas, como o Queen Elizabeth Hall de Londres e o Konzerthaus de Berlim. Em 2013 foi o primeiro brasileiro a receber o título de Membro Honorário da Royal PhilharmonicSociety de Londres. Além de seu trabalho artístico e educativo com o Neojiba, Ricardo leciona Piano na Haute École de Musique de Lausanne, Suíça. Já gravou cinco álbuns com obras de Chopin e outros dedicados a Mozart, Falla e Liszt.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fez seu primeiro concerto em 2008, há dez anos. Diante de seu compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal, a Filarmônica chega a 2018 como um dos mais bem-sucedidos programas continuados no campo da música erudita, tanto em Minas Gerais como no Brasil. Reconhecida com prêmios culturais e de desenvolvimento econômico, a nossa Orquestra, como é carinhosamente chamada pelo público, inicia sua segunda década com a mesma capacidade inaugural de sonhar, de projetar e executar programas valiosos para a comunidade e sua conexão com o mundo.

 

Números da Filarmônica de Minas Gerais em 10 anos (até dezembro de 2017)

950 mil espectadores 

731 concertos realizados

975 obras interpretadas

102 concertos em turnês estaduais   

38 concertos em turnês nacionais

5 concertos em turnê internacional

90 músicos

527 notas de programa publicadas no site

164 webfilmes (13 com audiodescrição)

1 coleção com 3 livros e 1 DVD sobre o universo orquestral

4 exposições itinerantes e multimeios sobre música clássica

3 CDs pelo selo internacional Naxos (Villa-Lobos)

1 CD pelo selo nacional Sesc (Guarnieri e Nepomuceno) 

3 CDs independentes (Brahms&List, Villa-lobos e Schubert)

1 trilha para balé com o Grupo Corpo

1 adaptação de Pedro e o Lobo, de Prokofiev, para orquestra e bonecos com o Grupo Giramundo

 

SERVIÇO

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro

1º de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

2 de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Marcos Arakaki, regente

Ricardo Castro, piano

 

BERLIOZ            Abertura Carnaval Romano

CHOPIN            Concerto para piano nº 2 em fá menor, op. 21

PROKOFIEV      Sinfonia nº 5 em Si bemol maior, op. 100

 

 

Ingressos: R$ 44 (Coro), R$ 50 (Balcão Palco) R$ 50 (Mezanino), R$ 68 (Balcão Lateral), R$ 92 (Plateia Central) e R$ 116 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

 

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 20h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em quintas e sextas de concerto, das 12h às 22h

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

http://www.filarmonica.art.br/

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