FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE PIANISTA ANNA VINNITSKAYA E COMEMORA 75 ANOS DO COMPOSITOR JORGE ANTUNES

DATA

  • 18/05/2017 à 19/05/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:40,00
    Mezanino:50,00
    Balcão Lateral:62,00
    Plateia Central:85,00
    Balcão Principal:105,00

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE PIANISTA ANNA VINNITSKAYA E COMEMORA 75 ANOS DO COMPOSITOR JORGE ANTUNES

Sob regência do maestro Fabio Mechetti, Orquestra interpreta obras de Antunes &ndash que vem a Belo Horizonte para a homenagem &ndash, Bartók e Brahms

 

Uma das grandes pianistas da atualidade, Anna Vinnitskaya se apresenta com a Filarmônica de Minas Gerais nos dias 18 e 19 de maio, às 20h30, na Sala Minas Gerais, e interpreta o Concerto para piano nº 1, de Bartók. Ainda no repertório, Apoteose de Rousseau, de J. Antunes, em comemoração aos 75 anos do compositor brasileiro, e a Sinfonia nº 1 em dó menor, de Brahms. A regência é do maestro Fabio Mechetti. Ingressos entre R$ 40 (inteira) e R$ 105 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O convidado das duas noites será o professor de regência coral da Escola de Música da UFMG e regente e diretor artístico dos Coros Madrigale e BDMG, Arnon de Oliveira, que falará sobre a obra e a vida dos compositores Bartók e Brahms.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura, Governo de Minas Gerais e Itaú Personnalité. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

Jorge Antunes (Brasil, Rio de Janeiro, 1942) e a obra Apoteose de Rousseau (2014)

Formado em Física, Violino, Composição e Regência, Jorge Antunes é precursor da música eletroacústica no país e ocupa, desde 1994, a cadeira número 22 da Academia Brasileira de Música. Combativo, o compositor enxerga a arte como possibilidade de luta por um mundo mais justo. No poema sinfônico Apoteose de Rousseau, encena-se a disputa sonora entre melodia e harmonia &ndash temática a opor Jean-Philippe Rameau (1683-1764), partidário das expressões harmônicas como imitações da natureza, e Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), defensor da melodia como representante da natureza. Em sua obra, Antunes toma partido de Rousseau. Nela, ouvem-se melodias diatônicas, além de vasta riqueza de timbres orquestrais. Além disso, o poema oscila entre harmonias densas e sonoridades delicadas, com estruturas tonais e atonais, citações estilísticas barrocas, clássicas, românticas e uma melodia modal tradicional. A obra é atual, moderna e de grande força expressiva.

 

Bela Bartók (Hungria, atual Romênia, 1881 &ndash Estados Unidos, 1945) e a obra Concerto para piano nº 1 (1926)

 

Grande pianista, Béla Bartók pesquisou manifestações musicais populares de sua terra natal, assim como do Leste europeu, do Norte da África e da Turquia. Seu método de trabalho implicava o respeito ético pelas etnias e a superioridade do humanismo sobre o nacionalismo. Assimilou, assim, a riqueza rítmica do folclore e se libertou da hegemonia do sistema tonal. Paralelamente às pesquisas de etnomusicologia, o compositor elaborou original síntese de enfoques do cânone da música ocidental. Desse modo, contribuiu com a renovação da linguagem musical contemporânea. No Concerto nº 1, triunfam aspectos percussivos do &ldquopianismo&rdquo do compositor: sonoridades violentas, agregações de ásperos blocos, ao invés de acordes tradicionais, e um mecanicismo insistente. Trata-se de resposta bastante pessoal &ndash e, ainda hoje, muito impactante &ndash aos apelos neoclássicos e construtivistas de sua época.

 

Johannes Brahms (Alemanha, 1833 &ndash Áustria, 1897) e a obra Sinfonia nº 1 em dó menor, op. 68 (1855/1876)

 

Quando se fixou em Viena, em 1862, Brahms já era aclamado como &ldquoherdeiro de Beethoven&rdquo. Importantes músicos da época consideravam-no a figura emblemática do movimento de reação à &ldquomúsica do futuro&rdquo, preconizada pelos poemas sinfônicos de Liszt e pelo drama musical wagneriano. É provável, aliás, que o receio da comparação direta com o legado beethoveniano tenha relação com a demora para estreia de sua primeira sinfonia: a partitura foi elaborada de 1955 a 1876. A Primeira é uma obra pessoal, em que se dosam a inteligência, a variedade de recursos e os elementos de contraste, como o uso de tonalidades e compassos diferentes para cada andamento. O compositor limitou-se à orquestra usada por Beethoven na Nona sinfonia e conseguiu cores e planos sonoros originais: sutilezas rítmicas, mudanças de acentuação, ruptura da regularidade de compassos, fragmentações e inversões.

 

Maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de MstislavRostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de Tosca, Turandot, Carmem, Don Giovanni, Così fan tutte, La Bohème, Madame Butterfly, O barbeiro de Sevilha, La Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

A pianista Anna Vinnitskaya

 

As gravações e apresentações de Anna Vinnitskaya renderam muitos elogios da crítica e do público. Nascida em Novorossiysk, na Rússia, a pianista vive em Hamburgo desde 2002. Atualmente, é professora no Conservatório de Hamburgo, onde se formou sob orientação de Evgeni Koroliov. O repertório de Vinnitskaya vai de Johann Sebastian Bach a Sofia Gubaidulina. Suas escolhas enfatizam os grandes compositores russos para piano, como Rachmaninov, Prokofiev e Shostakovich, bem como Ravel, Debussy e Chopin. Suas leituras de Brahms e Bartók chamaram a atenção, a exemplo da apresentação dos três concertos de Bartók em uma tarde, com a Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin, sob direção de Marek Janowski. A musicista é celebrada por público e crítica por sua habilidade em pintar grandes paisagens sonoras e, também fazer interpretações incendiárias.

 

Vinnitskaya esteve com renomadas orquestras, de Berlim (Deutsches Symphonie-Orchester) a Londres (Royal Philharmonic Orchestra) de Munique (Münchner Philharmoniker) a Tóquio (NHK Orchestra). Colaborou com os regentes Andris Nelsons, Kirill Petrenko, Krzysztof Urbanski, Charles Dutoit, Vladimir Fedoseyev e Marek Janowski. Suas gravações receberam vários prêmios, como Diapason d&rsquoOr, Escolha do Editor da Gramophone e Echo Klassik. Dentre as premiações de maior prestígio, estão a Competição Busoni (Itália, 2005), o primeiro lugar no Concurso Rainha Elisabeth (Bélgica, 2007), e o prêmio Leonard Bernstein, no Festival Schleswig-Holstein (Alemanha, 2008). Na temporada 2016/2017, como solista em residência na WDR Sinfonieorchester, apresentará e gravará concertos de Bartók com o regente principal da orquestra, Jukka-Pekka Saraste.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá (dados até dezembro de 2016):

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica apresenta sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Presto

18 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

19 de maio &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Anna Vinnitskaya, piano

 

J. ANTUNES            Apoteose de Rousseau

BARTÓK                  Concerto para piano nº 1

BRAHMS                 Sinfonia nº 1 em dó menor, op. 68

 

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

www.filarmonica.art.br/

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