FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE NORTE-AMERICANO ROBERT BONFIGLIO E SUA HARMÔNICA

DATA

  • 16/03/2017 à 17/03/2017

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Balcão Palco e Coro:40,00
    Mezanino:50,00
    Balcão Lateral:62,00
    Plateia Central:85,00
    Balcão Principal:105,00

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS RECEBE NORTE-AMERICANO ROBERT BONFIGLIO E SUA HARMÔNICA, INSTRUMENTO RARO EM UMA ORQUESTRA

Além de peça de Villa-Lobos, repertório contará com danças de Kodály e Rachmaninov

 

Nos dias 16 e 17 de março, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais irá se dedicar à dança. No repertório, estão obras de Kodály &ndash Danças de Galanta &ndash e Rachmaninov, as Danças Sinfônicasop. 45. O programa se completa com Villa-Lobos e o Concerto para harmônica, instrumento raro em uma orquestra, a ser interpretado pelo norte-americano Robert Bonfiglio. A regência é do diretor artístico e regente titular da Orquestra, Fabio Mechetti. Ingressos entre R$ 40 (inteira) e R$ 105 (inteira).

 

Antes das apresentações, das 19h30 às 20h, o público poderá participar dos Concertos Comentados, palestras que abordam aspectos do repertório. O palestrante das duas noites é o maestro Fabio Mechetti.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais e contam com o patrocínio do Mercantil do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Já as palestras dos Concertos Comentados são apresentadas pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais.

 

O repertório

 

Zoltán Kodály (Hungria, 1882 &ndash 1967) e a obra Danças de Galanta (1933)

 

Ao lado do compositor Béla Bartók (1881-1945), Zoltán Kodály é um dos mais importantes representantes do nacionalismo musical húngaro. Em sete décadas de carreira, além de resgatar o repertório folclórico do leste europeu, Kodály criou obras camerísticas e para instrumento solo, dedicando-se, mais tarde, a peças orquestrais. As Danças de Galanta foram compostas para o 80º aniversário da Sociedade Filarmônica de Budapeste, a partir de melodias ciganas relacionadas à cidade de Galanta (antigo Império Austro-Húngaro, atual Eslováquia), onde o compositor morou. Trata-se de poema sinfônico em forma rondó: uma série variada de seções intercaladas, com a primeira delas recorrente, de maneira similar a um refrão. A peça é concebida a partir de &ldquoverbunkos&rdquo &ndash até o século XIX, as danças nacionais tipicamente húngaras, apresentadas durante os recrutamentos compulsórios do exército Habsburgo. Apesar de associadas aos ciganos, tais obras são realmente húngaras, e delas derivam as famosas &ldquocsárdás&rdquo do século XIX. Danças de Galanta estreou em 23 de outubro de 1933, com a Orquestra da Sociedade Filarmônica, sob regência de Ernest von Dohnányi, tornando-se a mais popular das obras orquestrais de Kodály.

 

Heitor Villa-Lobos (Brasil, Rio de Janeiro, 1887 &ndash 1959) e a obra Concerto para harmônica (1955/1956)

 

Larry Adler (1914-2001), John Sebastian (1914-1980) e Tommy Reilly (1919-2000) introduziram e consolidaram a harmônica como instrumento orquestral. Ao criar o Concerto para harmônica, Heitor Villa-Lobos dedica a obra, justamente, a John Sebastian, primeiro harmonicista a adotar repertório inteiramente dedicado à música de concerto. Na verdade, o compositor brasileiro já desfrutava de reconhecimento internacional quando Sebastian lhe encomenda um concerto para harmônica e orquestra. A obra estrearia em 27 de outubro de 1959, em Jerusalém, por John Sebastian, à frente da Kol Israel Orchestra, sob regência de George Singer. Mais neoclássico e menos nacionalista, o Concerto para harmônica conta com três movimentos: um Allegro moderato, um Andante melancólico e um Allegro final. A primeira apresentação da peça na América do Sul ocorreu em Belo Horizonte, no Instituto de Educação, em 13 de dezembro de 1964, durante o Festival Villa-Lobos, com a Orquestra Mineira de Concertos Sinfônicos, o solista Aluisio Rocha e o regente Sebastião Viana.

 

 

Sergei Rachmaninov (Rússia, 1873 &ndash Estados Unidos, 1943) e a obra Danças Sinfônicasop. 45 (1940)

 

Um dos mais importantes pianistas de sua época, Sergei Rachmaninov foi obrigado a se dividir entre duas carreiras, de instrumentista e de compositor. A criação das Danças Sinfônicas permitiu-lhe mergulhar nas lembranças da sua antiga Rússia. Último de seus trabalhos, a obra, de certo modo, resume a sua vida de compositor. De colorido orquestral ímpar, grande vitalidade rítmica e intenso lirismo, a peça conta com reminiscências dos cantos da Igreja Ortodoxa Russa e citações de obras do próprio Rachmaninov, além de vestígios de Rimsky-Korsakov e Stravinsky, dentre outros. A criação da peça ocorre em período de extrema tensão na vida pessoal do compositor, fruto de sua impossibilidade de voltar à Europa e de se encontrar com a filha, devido à invasão alemã de 1940. O compositor desejava que as Danças fossem transformadas em balé, sonho que não pode realizar em vida. A obra estreou em 3 de janeiro de 1941, pela Orquestra da Filadélfia, sob regência de Eugene Ormandy.

 

Diretor artístico e regente titular maestro Fabio Mechetti

 

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Com seu trabalho, Mechetti posicionou a orquestra mineira nos cenários nacional e internacional e conquistou vários prêmios. Com ela, realizou turnês pelo Uruguai e Argentina e realizou gravações para o selo Naxos. Natural de São Paulo, Fabio Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Orquestra Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática. Depois de quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville, Estados Unidos, atualmente é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular da Sinfônica de Syracuse e da Sinfônica de Spokane. Desta última é, agora, Regente Emérito. Foi regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington e com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio norte-americano. Da Orquestra Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey e tem dirigido inúmeras orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É convidado frequente dos festivais de verão nos Estados Unidos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

 

Realizou diversos concertos no México, Espanha e Venezuela. No Japão dirigiu as orquestras sinfônicas de Tóquio, Sapporo e Hiroshima. Regeu também a Orquestra Sinfônica da BBC da Escócia, a Orquestra da Rádio e TV Espanhola em Madrid, a Filarmônica de Auckland, Nova Zelândia, e a Orquestra Sinfônica de Quebec, Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige regularmente na Escandinávia, particularmente a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a de Helsingborg, Suécia. Recentemente fez sua estreia na Finlândia, dirigindo a Filarmônica de Tampere, e na Itália, dirigindo a Orquestra Sinfônica de Roma. Em 2016 estreou com a Filarmônica de Odense, na Dinamarca.

 

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de ToscaTurandotCarmemDon GiovanniCosì fan tutteLa Bohème,Madame ButterflyO barbeiro de SevilhaLa Traviata e Otello. Fabio Mechetti recebeu títulos de mestrado em Regência e em Composição pela prestigiosa Juilliard School de Nova York.

 

 

Robert Bonfiglio, Harmônica

 

Robert Bonfiglio é considerado um reinventor da harmônica. Solista com mais de 200 orquestras &ndash como Minnesota Orchestra, Orchestre de la Suisse Romande, Filarmônica de Buenos Aires, Filarmônica de Luxemburgo, Filarmônica de Hong Kong, Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, Filarmônica da Cidade do México, Sinfônica de Pittsburgh, e Filarmônica de Los Angeles &ndash, apresentou-se nas principais salas de concerto do mundo, como Carnegie Hall, Gewandhaus, Teatro Colón, Teatro Amazonas, Kennedy Center, Boston Symphony Hall, Lincoln Center e Hollywood Bowl. Sua primeira gravação pelo selo RCA, do Concerto para harmônica de Villa-Lobos, com Gerard Schwarz e Orquestra de Câmara de Nova York, foi aclamada pela crítica. O músico trabalhou, ainda, com os selos Arista, CBS, Sine Qua Non, High Harmony e QVC, e participou do álbum Ragtime, vencedor do Grammy.

 

Na música popular, Bonfiglio apresentou-se e gravou com Bernadette Peters, Chaka Kahn, Mandy Patinkin, Marvin Hamlisch, John Sebastian, Phoebe Snow e Roberto Carlos. Outro compositor contemporâneo com quem colabora é o norte-americano Paul Moravec, ganhador do prêmio Pulitzer de Composição, que, no momento, escreve um concerto para o harmonicista. Lowell Liebermann também está compondo um concerto para harmônica, a ser estreado com a Orquestra de Minnesota. Bonfiglio recebeu Master&rsquos Degree em Composição pela Manhattan School of Music estudou harmônica com Cham-ber Huang composição, com Aaron Copland, e foi orientado, durante 12 anos, por Andrew Lolya, flauta principal do Balé de Nova York. Bonfiglio também é fundador e diretor do Grand Canyon Music Festival.

 

Sobre a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

 

Belo Horizonte, 21 de fevereiro de 2008. Após meses de intenso trabalho, músicos e público viam um sonho tornar-se realidade com o primeiro concerto da primeira temporada da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Criada pelo Governo do Estado e gerida pela sociedade civil, nasceu com o compromisso de ser uma orquestra de excelência, cujo planejamento envolve concertos de série, programas educacionais, circulação e produção de conteúdos para a disseminação do repertório sinfônico brasileiro e universal.

 

De lá pra cá:

 

820 mil pessoas ouviram a Filarmônica ao vivo

641 concertos foram realizados

835 obras foram tocadas

242 compositores brasileiros e estrangeiros foram interpretados

52 estreias mundiais e 11 encomendas foram apresentadas

93 concertos foram realizados no interior de Minas Gerais

27 concertos foram realizados em cidades do Norte ao Sul do país

5 concertos aconteceram em cidades da Argentina e Uruguai

6 álbuns musicais foram lançados, sendo 3 deles internacionais

513 notas de programa foram produzidas

115 webvídeos foram disponibilizados

56 mil fotografias registraram esse desenvolver da história

318 concertos foram gravados

4 exposições temáticas sobre música sinfônica foram montadas

3 livros sobre a formação de uma orquestra foram publicados

1 DVD de iniciação à música orquestral foi criado

92 músicos estão trabalhando

18 nacionalidades convivem em harmonia

60 mil oportunidades de trabalho foram abertas

3.320 assinaturas apoiam a programação artística

7 prêmios de cultura e de desenvolvimento foram recebidos

 

Agora, em 2017, a Filarmônica inicia sua décima temporada e continua contando com a participação de grandes músicos para celebrar a Música e o respeito conquistado junto ao público.

 

SERVIÇO

 

Série Allegro

16 de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

17 de março &ndash 20h30

Sala Minas Gerais

 

Fabio Mechetti, regente

Robert Bonfiglio, harmônica

 

KODÁLY                  Danças de Galanta

VILLA-LOBOS         Concerto para harmônica

RACHMANINOV    Danças Sinfônicas, op. 45

 

Ingressos: R$ 40 (Balcão Palco e Coro), R$ 50 (Mezanino), R$ 62 (Balcão Lateral), R$ 85 (Plateia Central) e R$ 105 (Balcão Principal).

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Funcionamento da bilheteria:

Sala Minas Gerais &ndash Rua Tenente Brito Melo, 1090 &ndash Bairro Barro Preto

De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 21h.

Aos sábados, das 12h às 18h.

Em sábados de concerto, das 12h às 21h.

Em domingos de concerto, das 9h às 13h.

 

São aceitos cartões com as bandeiras Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

www.filarmonica.art.br/

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