Lançamento do Livro Áreas de intermitências

DATA

  • 17/12/2016 à 17/12/2016
  • Hora início: 16:30
  • Hora fim: 21:00

LOCAL / INFO

PREÇOS

  • Entrada Franca

Com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o livro "Áreas de intermitências" traz imagens produzidas pelo artista mineiro André Hauck.

No dia 17 dezembro (sábado), o mestre em Artes Visuais André Hauck, fará o lançamento do livro Áreas de intermitências na Biblioteca do Centro Cultural Alto Vera Cruz ás 16:30h. Além da tarde (noite) de autógrafos, André Hauck ainda participará de um bate-papo com os convidados.

O livro apresenta fotografias em preto e branco com o tema da paisagem e arquitetura urbana contendo três séries realizadas entre 2010 e 2015, Sombras, Limítrofe e Desvios. Trabalhos que já receberam importantes prêmios como o Prêmio Pierre Verger 2012/2013 o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014 e o Prêmio Conrado Wessel 2014.

Através dessas imagens André Hauck consegue mostrar vestígios de quem viveu ou ainda permanece nas áreas retratadas, fotografias que desvendam o pertencimento humano de locais invisíveis para a sociedade, obras que denotam importantes questões politicas, urbanísticas, antropológicas e artísticas da contemporaneidade.

Sombras

Série realizada em 2014 no entorno do bairro da Lagoinha em Belo horizonte,  local que durante muitos anos abrigou a cultura boêmia da cidade. Após a implantação de um túnel e de viadutos que ligavam o centro à zona norte, juntamente com o metro, o cenário do bairro entrou em extrema decadência se tornando um dos maiores ponto de consumo de crack da capital. Com isso, vários dependentes começaram a se abrigar embaixo dos viadutos construindo barracas e fazendo fogueiras nos pilares de concreto. O objetivo desta pesquisa foi  produzir registros fotográficos que não apresentassem de forma direta estas situações sociais extremas e através dos vestígios, refletir sobre a situação de visibilidade e invisibilidade destes indivíduos.

Limítrofe

Arquivo fotográfico realizado entre 2010 e 2015 a partir do mapeamento  e registro de zonas urbanas periféricas. O objetivo deste projeto é propor um questionamento sobre a produção e o descarte de resíduos gerados pelo processo de urbanização, bem como os habitantes das grandes cidades moldam e configuram os espaços onde vivem, o limite entre o que enxergamos e o que desviamos o olhar.

 

Desvios

Série realizada em 2013 que aborda a ocupação do espaço urbano pela arquitetura construída por não-arquitetos. O objetivo é propor uma reflexão sobre como as características técnicas fragmentárias destas estruturas devido a ausência de um projeto prévio que possibilitam que cada construção tenha uma aparência própria e mutante. Construções que de nada chamariam a atenção de arquitetos mas que apresentam fragmentos de necessidades sociais.

Toda a concepção do livro foi pensada por Hauck com ajuda de sua companheira de arte e vida, Camila Otto e o design Douglas Pego. O livro é dividido em três partes separadas, capa, caderno de imagens e caderno de texto.  

O projeto conta com textos dos curadores Agnaldo Farias e Eder Chiodetto e Júlio Martins que transformam em palavras as suas percepções sobre os trabalhos apresentados no livro &ldquoÁreas de Intermitências&rdquo.

Para André, o projeto realiza a vontade de entregar uma arte não datada e criar uma intercessão entre a fotografia documental e as artes visuais apresentando imagens que proporcionem  uma reflexão sobre o espaço urbano brasileiro.

 

Artista- André Hauck

Mestre em Artes Visuais pelo programa de pós graduação em artes da UFMG. Atualmente vive em Belo Horizonte, onde atua como artista visual e fotógrafo. Desde 2002 trabalha com a fotografia criando um diálogo entre os processos documentais e as artes visuais propondo um questionamento sobre como os habitantes dos grandes centros urbanos moldam e configuram os espaços onde vivem. Seu trabalho já recebeu importantes prêmios como o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014, a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014com o projeto Escavar o Invisivel, o Prêmio aquisitivo  do Situações Brasília 2014, o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger 2012/2013, o XIII Prêmio Funarte Marc Ferrez e o 1º Programa Anual de Fotografia do CCSP, São Paulo. Participou em 2012 da residência ¿QUIÉN PUEDE VIVIR EN ESTA CASA? em Buenos Aires e em 2013 na residência REUSO do JACA em Belo Horizonte/Salvador. Participou do Sony World Photography 2013, na categoria profissional, o Prêmio FCW, XIII Salão de João Pessoa, o 38º Salão Luiz Saciloto, bem como o 63º Salão Paranaense, o Prêmio Porto Seguro de Fotografia e o 15º Salão da Bahia.

 

Autores dos textos:

 

Agnaldo Farias (Itajubá, MG, 1955).

 

Professor, curador e crítico de arte. Em 1980, forma-se em arquitetura e urbanismo pela Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Prossegue sua formação acadêmica com mestrado em história pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1990, e o doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), em 1997.

Participa da 16ª e 17ª edições da Bienal de São Paulo, em 1981 e 1983, na seção de cinema da equipe do curador-geral Walter Zanini (1925-2013). Em 1981, passa a fazer parte do corpo docente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) &ndash atual Instituto de Arquitetura e Urbanismo &ndash, pertencente à USP, onde começa a lecionar disciplinas sobre artes plásticas. Em 1986, escreve seu primeiro texto para um catálogo de exposição e, em 1988, passa a publicar artigos nas revistas Galeria e Guia das Artes.

Entre 1990 e 1992, atua como curador de um conjunto de exposições temporárias do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC/USP). É assessor de artes plásticas da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo durante o secretariado de Ricardo Ohtake (1942). Nesse período, atua como coordenador e curador, com o filósofo Nelson Brissac Peixoto, na primeira mostra Arte/Cidade (Cidade sem Janelas), em 1994. No mesmo ano, é responsável pela curadoria da retrospectiva do artista Nelson Leirner (1932). É curador da Bienal Brasil Século XX, em 1994. Em 1996, trabalha como curador-adjunto da 23ª Bienal de São Paulo. Entre 1998 e 2000, é o curador-geral do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Após uma breve passagem pelo Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA/USP), em 2003, Agnaldo Farias transfere-se para o Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU/USP, onde é professor. Em 2002, é responsável pela curadoria da representação brasileira da 25ª Bienal de São Paulo. Ao lado do curador Moacir dos Anjos (1963), assina a curadoria geral da 29° Bienal de São Paulo, em 2010, e mantém a parceria na representação brasileira da 54ª Bienal de Veneza, em 2011, com uma exposição de Artur Barrio (1945)

 

EDER CHIODETTO

 

Curador especializado em fotografia, com mais de 70 exposições realizadas nos últimos 10 anos no Brasil e no exterior. Mestre em Comunicação e Artes pela ECA/USP, jornalista, fotógrafo, curador independente e autor dos livros O Lugar do Escritor (Cosac Naify), Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira (Edições Sesc), Curadoria em Fotografia: da pesquisa à exposição (Ateliê Fotô/Funarte), entre vários outros. Nos últimos anos tem realizado a organização e edição de livros de importantes fotógrafos como Luiz Braga, German Lorca, Criatiano Mascaro, Araquém Alcântara e Ana Nitzan, entre outros. É curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM-SP desde 2006. Realizou a curadoria de importantes mostras tais como Olhar e Fingir &ndash Fotografias da Coleção Auer(MAM-SP, 2009) A Invenção de um Mundo &ndash Acervo da Maison Europeénne de la Photographie (Itaú Cultural, 2009) Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira (Sesc Belenzinho, 2011) e O Elogio da Vertigem: Coleção Itaú de Fotografia Brasileira (Maison Europeénne de la Photographie, Paris, 2012),Mytologies (Shisheido Galery, Tóqui, 2012), Poder Provisório (MAM-SP, 2014), entre outras. Chiodetto atua também como consultor de importantes prêmios internacionais tais como Prix Pictet, Paul Huf Award, Talent FOAM, Lens Culture, Joop Swart Master Class World Press Photo e Photoville/Fence.

Desde 2011 Chiodetto coordena o Ateliê Fotô, espaço de encontro dos Grupos de Estudos e Criação em Fotografia, orientando o trabalho de mais de 60 fotógrafos por semana.

 

JÚLIO MARTINS

Júlio Martins é curador, historiador da arte e editor. Mestre em Artes Plásticas pela EBA - UFMG, formou-se em História pela UFMG e em Artes Plásticas pela Escola Guignard - UEMG. Em 2009 participou do Programme Courants du Monde, na Maison des Cultures du Monde (Paris). De 2008 a 2011 foi Curador Geral do Museu Inimá de Paula (Belo Horizonte). Foi Curador Viajante do Rumos Artes Visuais 2011-2013, Instituto Itaú Cultural (São Paulo). Desde 2014 é Curador Residente do MAES Museu de Arte Dionísio Del Santo do Espírito Santo (Vitória). Atualmente organiza com Paulo Herkenhoff a exposição &ldquoLivro e Palavra de Artista&rdquo no MAR, Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro). Dentre as curadorias que realizou destaque para "savoir-forme", de Stéphane Vigny, "Iluminuras", de Marco Antonio Mota, "O que pode a expiração", de Pablo Lobato, "Walking Papers", de Marcos Brias, "Campos da ação noturna", de Carolina Cordeiro, &ldquoDrawing to no end&rdquo, de Bruno Cançado, &ldquoConvite à Viagem&rdquo - Rumos Artes Visuais, &ldquoÁrea de:&rdquo, de C L Salvaro, &ldquoModos de usar:&rdquo e &ldquoTentativas de esgotar um lugar&rdquo no MAES, &ldquocúando.tú for mileva&rdquo, na GAEU-UFES, &ldquoCoupure, Latence&rdquo, de Pablo Lobato, &ldquoEntreatos e notas&rdquo, de Rafael Zavagli, &ldquoÁreas de Intermitências&rdquo, de André Hauck, &ldquopela superfície das páginas ...&rdquo no Espaço Cultural Marcantonio Vilaça e &ldquothrough the surface of the pages ...&rdquo &ndash coletiva de artistas brasileiros no DRCLAS, Harvard University.

 

 

ESTE PROJETO FOI REALIZADO COM RECURSOS DA LEI MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA DE BELO HORIZONTE - Fundação Municipal de Cultura - Projeto 359 / FPC / 2013.

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