Segundo a coluna Fábia Oliveira, uma ação judicial movida contra Neymar Jr. em 2021 ganhou novos capítulos e se aproxima de uma decisão definitiva. O ativista Agripino Magalhães, autor do processo, apresentou suas alegações finais e solicitou que a Justiça reavalie a decisão que negou a produção de provas requeridas por ele. O caso envolve acusações de supostas ameaças e de planejamento de um assalto armado, alegações que ainda precisam ser analisadas judicialmente.
Em setembro deste ano, foi determinado que os envolvidos apresentassem suas manifestações finais antes da sentença. Na terça-feira (27/10), Magalhães argumentou que a negativa aos pedidos de produção de provas prejudicou sua defesa. Por isso, pediu que o julgamento seja adiado até que os materiais solicitados sejam autorizados. Segundo o ativista, a manutenção da decisão poderá configurar cerceamento de defesa e “infringirá a legislação pacífica do Supremo Tribunal Federal”.
Caso o pedido seja rejeitado, Magalhães solicita que a ação seja julgada procedente, com a condenação de Neymar e do advogado Davi de Costa Paiva Tangerino, que também responde ao processo. O ativista ainda acusa a advogada do jogador de prejudicar o andamento do caso e de apresentar informações falsas ao juízo. Diante disso, requereu a abertura de um procedimento criminal contra ela.
Neymar e Davi também já apresentaram suas alegações finais, nos dias 13 e 21 de outubro, respectivamente. Os dois defendem a improcedência da ação e sustentam que Magalhães não demonstrou sua participação nas supostas ameaças, no roubo do celular do ativista ou nos prejuízos financeiros e morais alegados. O autor, por sua vez, pede R$ 1 milhão por danos morais e outros R$ 42 mil por danos materiais.
O processo teve início em 2021, quando Magalhães afirmou que passou a receber ameaças após denunciar supostas manifestações homofóbicas atribuídas ao jogador. Na ocasião, o ativista declarou que “foi assaltado a mando deles”. A ação também menciona supostas ameaças de morte atribuídas a Neymar e ao advogado, além de conversas que teriam ocorrido entre o atleta e amigos sobre Tiago Ramos, ex-namorado de Nadine Gonçalves, mãe do jogador. As acusações fazem parte do processo e são contestadas pela defesa, que pede a rejeição dos pedidos de indenização.