A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, chamou a atenção para o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que deve registrar cerca de 12,5 mil novos casos por ano no Brasil. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 12.560 diagnósticos anuais da doença entre 2026 e 2028.
O artista morreu em 13 de outubro de 2026, em Salvador, após complicações do câncer. Diagnosticado em março de 2025, ele chegou a entrar em remissão, mas a doença voltou em maio de 2026, de forma mais agressiva. O quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
O que é o linfoma não Hodgkin?
O linfoma não Hodgkin reúne um grupo de cânceres que se desenvolvem nos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. Como o sistema linfático está presente em diferentes partes do corpo, a doença pode surgir em várias regiões e apresentar comportamentos distintos, dependendo do subtipo.
No caso de Netinho, o câncer era do tipo B, que se origina nos linfócitos responsáveis pela produção de anticorpos. Essa classificação, porém, não determina sozinha a gravidade da doença, já que existem subtipos com diferentes velocidades de evolução.
Quais são os sintomas do linfoma não Hodgkin?
Entre os sinais que merecem atenção estão o aumento dos gânglios, popularmente conhecidos como ínguas, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha. Febre persistente, suor noturno excessivo, coceira na pele e perda de peso sem causa aparente também podem ocorrer.
A presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas é importante procurar avaliação médica quando eles persistem ou não têm uma explicação clara.
Quantos casos são esperados no Brasil?
De acordo com o Inca, a estimativa anual é de 6.580 casos em homens e 5.980 em mulheres. A identificação do subtipo e a avaliação do estágio da doença são fundamentais para definir o tratamento, que pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e outras estratégias, conforme cada caso.
O diagnóstico costuma envolver exames clínicos, biópsia e exames de imagem. A investigação médica é essencial para determinar a abordagem mais adequada para cada paciente.