A disputa familiar envolvendo Stênio Garcia, as filhas Cássia e Gaya Piovesan e a ex-esposa do ator, Clarice Piovesan, ganhou um novo capítulo na Justiça. Segundo informações da coluna Fábia Oliveira, as duas herdeiras apresentaram, em 28 de setembro, uma nova manifestação no processo e questionaram aspectos relacionados à representação legal do pai. No documento, também fizeram acusações contra Marilene Saade, atual mulher do artista. 




 

O conflito judicial entre Stênio e as filhas começou em outubro de 2025 e envolve um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O imóvel foi doado pelo ator às duas quando ainda eram menores de idade, mas ele manteve o direito de usufruto vitalício. A disputa passou a envolver também os valores obtidos com a locação do imóvel, além de questões relacionadas à relação familiar.

 

A discussão ganhou outro desdobramento depois que a advogada Adrienne Goulart Maia afirmou à Justiça que estaria encontrando dificuldades para ter acesso a Stênio. Segundo ela, Marilene Saade estaria dificultando o contato e atuando em conjunto com outros advogados para restringir o acesso ao artista.

 

Os advogados Vinicius Coelho Ferreira e Luiz Henrique Sampaio Mantovani contestaram essas alegações. Nos autos, apresentaram uma procuração assinada por Stênio e declarações que, segundo eles, demonstrariam a escolha do ator por ambos como seus representantes. Também foi anexado um parecer psiquiátrico que aponta a capacidade de Garcia para os atos da vida civil.




 

Em 24 de setembro, um oficial de Justiça esteve na residência do ator. Na ocasião, na presença de Marilene, Stênio teria informado que Vinicius e Luiz Henrique eram seus representantes legais.

 

O que dizem as filhas de Stênio

 

Na manifestação mais recente, Cássia e Gaya afirmaram que a situação relatada pela advogada Adrienne Goulart seria semelhante ao que elas próprias teriam vivenciado nos últimos anos. As duas disseram ter perdido o contato com o pai e atribuíram a Marilene a responsabilidade por dificultar a comunicação entre eles.

 

Segundo as irmãs, a relação com Stênio era próxima até 2019, quando, de acordo com o relato apresentado à Justiça, os conflitos teriam começado. Elas negam ter se afastado voluntariamente do pai e afirmam que tentaram restabelecer a convivência ao longo dos anos.




 

As filhas também mencionaram as dificuldades de comunicação enfrentadas pelo ator. Segundo elas, Stênio tem perda auditiva significativa e não teria facilidade para utilizar recursos tecnológicos e redes sociais, o que faria com que dependesse da mulher para ter acesso a parte das informações.

 

Cássia e Gaya alegam ainda que teriam sido impedidas de entrar na residência do pai e que ligações destinadas a ele não seriam repassadas. As duas afirmam que Marilene teria apresentado ao ator uma versão segundo a qual elas estariam interessadas apenas em seu patrimônio e teriam agido contra ele.

 

Essas são alegações apresentadas pelas filhas no processo e não representam, por si só, uma conclusão da Justiça sobre os fatos.




 

Questionamentos sobre as manifestações públicas

 

Outro ponto levantado pelas irmãs é a forma como declarações atribuídas a Stênio têm sido divulgadas durante o processo. Elas afirmam ter dúvidas sobre o quanto o pai estaria ciente das manifestações públicas relacionadas à disputa.

 

Cássia e Gaya também disseram que o ator não administraria pessoalmente suas redes sociais e questionaram a exposição de detalhes do conflito familiar, além de declarações atribuídas a ele sobre as próprias filhas.

 

Na manifestação, as duas ainda mencionaram uma alteração no regime de bens do casamento entre Stênio e Marilene, que teria passado para a separação total. Segundo elas, a mudança merece ser analisada no contexto da disputa patrimonial, especialmente diante de bens que, conforme alegam, teriam sido transferidos para a mulher ou adquiridos em nome dela.




 

O que as filhas pedem à Justiça

 

Cássia e Gaya solicitaram que Stênio seja ouvido individualmente pela Justiça, sem a presença de Marilene, da antiga advogada ou dos atuais representantes legais.

 

A intenção, segundo o pedido apresentado, é permitir que o ator manifeste diretamente sua vontade sobre quem deve representá-lo no processo e sobre as questões relacionadas à ação que deu origem à disputa.

 

O pedido também busca esclarecer, de forma reservada, qual é a posição de Stênio diante do processo e das diferentes versões apresentadas pelas pessoas envolvidas no caso.

 

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