Antes de ser presa nesta quinta-feira (24), Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, gravou um vídeo em que se defendeu da condenação por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. Nas imagens, divulgadas nas redes sociais da funkeira nesta sexta (25), ela afirmou que foi ameaçada pelo ex-companheiro e questionou as provas utilizadas no processo.
Verônica foi localizada pela Polícia Civil em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e presa para cumprir pena de 10 anos e oito meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, pela condenação por tortura.
Verônica relata ameaça com arma
No vídeo, a funkeira falou sobre o relacionamento com Márcio, sobrinho de Rômulo Costa, seu ex-marido. Segundo ela, o relacionamento era marcado por episódios de violência.
“Era uma pessoa que nunca tinha trabalhado, tudo na minha casa era mexido, que bebia muito e quebrava tudo na minha casa. Era uma pessoa extremamente violenta comigo”, disse.
Verônica também afirmou ter sido ameaçada com uma arma durante o relacionamento.
“Eu muito debilitada, só quem teve depressão vai me entender, até chegar um dia que ele pegou uma arma e fez roleta-russa na minha cabeça. Ele falou assim pra mim: ‘Eu já vi muitos artistas morrendo, vão falar da Mãe Loira por uma semana, depois você vai cair no esquecimento’. Toda hora era dinheiro, dinheiro. Eu poderia estar morta nesse momento. Eu me vi numa relação que era estupidamente violenta.”
Funkeira contesta condenação
Ao falar sobre a condenação, Verônica afirmou que suas próprias denúncias contra Márcio não teriam sido consideradas pela Justiça. Ela citou especificamente o episódio envolvendo a arma.
“Tenho essa dor que eu posso ser presa porque a Justiça entendeu que eu torturei esse homem… A Justiça não teve o entendimento de ver a minha ficha, porque está no processo a denúncia da arma na minha cabeça. Isso foi ignorado, não valeu de nada pra mostrar quem ele era”, lamentou.
A Mãe Loira do Funk também contestou as provas utilizadas para fundamentar sua condenação e afirmou que um laudo da Polícia Civil teria sido inconclusivo.
“Só a fala dele me condenou, não foram as provas técnicas. O laudo da Polícia Civil que foi até a minha casa foi inconclusivo. Não acredito que fizeram isso comigo.”