Maria Flor, de 43 anos, abriu o jogo sobre uma fase delicada de sua vida pessoal: o processo para se reconhecer como madrasta de Martin, hoje com 12 anos, filho de seu marido, o psicoterapeuta Emanuel Aragão.




 

Em entrevista ao podcast Isso Não é uma Sessão de Análise, a atriz admitiu que teve dificuldades para lidar com a nova dinâmica familiar e chegou a sentir ciúmes do enteado.

 

Segundo Maria, assumir o papel de madrasta foi “dificílimo” no início. Ela reconheceu que não tinha maturidade para compreender o que significava conviver com uma criança e dividir a atenção do companheiro.

 

Acho que era muito imatura para ser madrasta de alguém. Não tinha ideia do que era uma criança e do que era conviver com uma criança. Tinha muito ciúmes do Martin com o Emanuel, de não ser a prioridade naquele momento”, recordou.




Maria Flor admite que entrou em disputas com o enteado

Martin mora com Maria Flor e Emanuel durante parte da semana. A atriz contou que, no começo, não sabia como estabelecer uma relação com o menino e acabava entrando em conflitos que hoje considera infantis.

 

Quando casei com o Emanuel, e o Martin mora com a gente metade da semana, eu não sabia lidar com ele. Então, às vezes, entrava em disputas com ele totalmente infantis e ridículas. Hoje em dia, olho e penso: ‘Meu Deus, o que eu estava fazendo?’”, refletiu.

 

Com o passar do tempo, porém, a relação foi mudando. Maria passou a enxergar que poderia construir um vínculo próprio com o enteado sem assumir necessariamente a responsabilidade de educá-lo como uma mãe.




 

Depois que a gente foi se entendendo mais, tinha uma beleza muito grande de poder estar com o Martin, sem ter a responsabilidade de ser essa figura que vai educar. Podia estar na brincadeira com ele e na farra, e ficar eu e ele contra o Emanuel. Criar o vínculo e minha história só com ele.”

Atriz diz que ser madrasta foi importante para decidir ser mãe

Maria Flor reconhece que demorou para aceitar o papel de madrasta e entender que também queria construir aquela relação com Martin.

 

Mas demorei muito para entender. Foi sofrido virar madrasta dele e me assumir que sou madrasta dele e que queria isso. Foi um processo de amadurecimento, e acho que só consegui virar e decidir ser mãe quando topei ser madrasta do Martin”, afirmou.




 

Hoje, a atriz também é mãe de Vicente, de 4 anos. Ela contou que a gravidez mudou ainda mais a dinâmica entre os três e aproximou Martin da família que estava sendo formada.

 

A partir o momento em que engravidei, virei totalmente madrasta dele. Lembro como era bonito ver o Martin com a barriga, com a ideia do irmão, e como ele também me adotou. Porque, quando entendeu que teria um irmão e que ele iria nascer de mim, eu fiz sentido, de algum jeito, para ele”, detalhou.

 

Atualmente, Maria define a relação com o enteado de outra maneira e vê a experiência como uma construção conjunta.




 

Acho que ser madrasta é adotar um pouco aquela criança e aquela criança te adotar também, e vocês dois assumirem que têm uma relação, que não é de mãe e filho, mas é a relação que vocês vão construir juntos. Foi difícil para caramba, mas hoje em dia é lindo. Ele vai fazer 13 anos e é muito bonito vê-lo crescendo”, concluiu.

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