Na manhã de 11 de setembro de 2001, Michael Jackson deveria estar em uma das Torres Gêmeas, em Nova York. O cantor tinha uma reunião marcada no World Trade Center justamente no dia em que os atentados terroristas destruíram o complexo e mataram milhares de pessoas. Ele, no entanto, não apareceu no compromisso. Cansado depois de uma sequência de apresentações na cidade, dormiu além da hora e acabou perdendo a reunião que poderia tê-lo colocado no local no momento dos ataques.
O episódio só foi descoberto pela família quando Katherine Jackson ligou para o hotel onde o filho estava hospedado para saber se ele estava bem. A história foi relatada por Jermaine Jackson no livro “You Are Not Alone: Michael: Through a Brother’s Eyes”, publicado em 2011.
Naqueles dias, Michael estava em Nova York para uma série de shows no Madison Square Garden. As apresentações do projeto “Solo All Star” aconteceram entre 7 e 10 de setembro, reunindo o cantor e outros artistas em uma sequência de compromissos que deixou a agenda do astro especialmente intensa.
Depois do último espetáculo, realizado na noite de 10 de setembro, Michael ainda saiu para comemorar. Mais tarde, já de madrugada, passou horas ao telefone com a mãe e a irmã Rebbie. Quando finalmente foi dormir, tinha pouco tempo até o compromisso marcado para a manhã seguinte.
Segundo Jermaine, nenhum dos familiares sabia que Michael tinha uma reunião agendada no topo de uma das Torres Gêmeas. A preocupação só apareceu depois que os ataques começaram e Katherine tentou localizar o filho. Ela, Rebbie e outras pessoas da família haviam se despedido do cantor por volta das 3h da manhã.
“Só descobrimos isso quando mamãe ligou para o hotel onde ele estava hospedado para se certificar de que ele estava bem”, escreveu Jermaine.
Michael conseguiu falar com a mãe ainda naquela manhã e contou que havia perdido a reunião. Na versão relatada pelo irmão, o cantor atribuiu o atraso justamente à longa conversa que os dois haviam tido poucas horas antes.
“Mãe, estou bem, graças a você. Você ficou conversando comigo até tão tarde que eu dormi demais e perdi minha reunião”, teria dito Michael, segundo o livro.
A sequência de acontecimentos transformou uma noite marcada por shows, comemoração e uma conversa familiar em um dos episódios mais impressionantes associados à trajetória do cantor. Michael não chegou a entrar no World Trade Center naquela manhã porque estava dormindo no hotel, uma consequência involuntária de uma rotina que havia terminado poucas horas antes.
Os atentados de 11 de setembro mudaram a história dos Estados Unidos e deixaram marcas profundas em todo o mundo. Para a família Jackson, aquele dia também ficou associado à lembrança de uma ligação noturna que, segundo o relato de Jermaine, fez Michael perder justamente o compromisso que tinha no complexo atingido pelos ataques.