A polêmica envolvendo Ana Paula Renault e o termo “coach” ganhou um novo capítulo. Após a campeã do "BBB 26" criticar a forma como a palavra passou a ser utilizada no mercado, a International Coaching Federation (ICF) decidiu se manifestar sobre as declarações da jornalista.
Durante uma palestra sobre storytelling estratégico para novos negócios, Ana Paula explicou que não gosta de ser chamada de “coach”. Segundo ela, o termo acabou sendo associado a promessas de transformação rápida e a pessoas sem formação técnica ou científica para atuar na área.
A declaração, porém, não passou despercebida entre os profissionais do segmento. A ICF, entidade que representa o setor internacionalmente, publicou um posicionamento sobre o assunto.
ICF responde às críticas de Ana Paula Renault
O capítulo brasileiro da organização afirmou que o “uso inapropriado” da palavra coach prejudica profissionais que atuam de acordo com padrões estabelecidos pela área.
A entidade concordou com a crítica às chamadas promessas de resultados fáceis, mas fez uma ressalva: para a ICF, não é correto colocar todos os profissionais de coaching na mesma categoria.
Segundo a organização, o coaching profissional segue critérios técnicos, princípios éticos e referências científicas. Dessa forma, o problema estaria menos na profissão e mais na utilização indiscriminada do título.
Entidade cita Ana Paula nominalmente
No posicionamento, a ICF mencionou diretamente Ana Paula Renault e afirmou que associar o coaching profissional às práticas criticadas pela jornalista contribui para a “banalização do termo”.
A entidade também chamou atenção para a possibilidade de pessoas se apresentarem como coaches sem necessariamente terem a preparação técnica considerada necessária para exercer a atividade.
O debate, portanto, ganhou contornos maiores do que a preferência pessoal de Ana Paula pelo uso da palavra. De um lado, a jornalista questiona a associação do termo a métodos considerados simplistas e a profissionais sem formação adequada. Do outro, a ICF defende que existe uma diferença entre essas práticas e o coaching profissional regulamentado por padrões técnicos e éticos.
A manifestação da entidade abre espaço para uma discussão antiga no mercado: quem pode se apresentar como coach e quais critérios devem ser considerados para diferenciar profissionais qualificados daqueles que apenas utilizam o título.