Uma mudança na dinâmica familiar pode ser especialmente delicada quando envolve a decisão de um filho. Luana Piovani voltou ao tema nesta segunda-feira (31) ao compartilhar nas redes sociais um vídeo da advogada Vanessa Paiva, especialista em Direito de Família, que comentou a possibilidade de Bem, de dez anos, escolher viver com o pai, o surfista Pedro Scooby.
A discussão começou depois que Luana publicou, há cerca de uma semana, fotos dos filhos. Entre os comentários, uma seguidora escreveu que acreditava que o menino poderia, no futuro, seguir o mesmo caminho de outros integrantes da família e se mudar para o Brasil para ficar perto do pai e dos irmãos.
“Lindo de ver! Prepara, sinto que ele também pedirá para morar aqui no Brasil perto do pai e irmão (irmãos) breve, breve!”, escreveu a internauta.
A observação levou Luana a falar sobre a possibilidade de enfrentar novamente uma mudança na convivência com um dos filhos. A atriz respondeu ao comentário com uma mensagem sobre a dor de uma mãe diante da ideia de precisar deixar o filho partir, ainda que a decisão parta dele.
“O caminho de espinhos já foi aberto, segue pedaços meus ali, mas retirarei as pedras do chão para o mais novo passar pisando no meu coração e eu tentando disfarçar a dor, enquanto desejo que Deus o acompanhe. Esse é o verdadeiro amor”, escreveu.
Advogada comenta relação entre maternidade e escolhas dos filhos
Foi justamente essa reflexão que chamou a atenção de Vanessa Paiva. No vídeo compartilhado por Luana, a advogada comenta a possibilidade de Bem optar por viver com o pai e interpreta a publicação da atriz como um relato sobre os sentimentos envolvidos nesse tipo de decisão.
“Será que outro filho da Luana Piovani vai morar com o pai? A Luana postou algumas fotos e uma seguidora dela insinuou que talvez o Bem, o filhinho mais novo dela, também queira ir morar com o pai. Então a Luana deu uma resposta que surpreendeu”, afirmou.
Para Vanessa, a escolha das palavras feitas pela atriz revela uma mudança de postura diante da possibilidade de uma nova separação física. “Ela disse que dessa vez, se o Bem quiser ir morar com o pai, ele não vai mais passar por um caminho de pedras, ou seja, ela não vai ficar brigando. Ela falou: 'Ele vai pisar pelo meu coração'. Eu achei de uma sensibilidade e eu me emocionei tanto”, declarou.
A advogada também aproveitou a repercussão para abordar uma questão que ultrapassa a história da família de Luana: o fato de que crianças e adolescentes desenvolvem preferências e desejos próprios ao longo do crescimento, inclusive em relação à convivência com os pais.
“Só uma mãe sabe a dor que é imaginar perder a guarda, a residência de um filho. Nenhuma mãe deveria passar por isso”, afirmou.
Na sequência, Vanessa destacou que esse tipo de situação não está restrito a um perfil específico de família e que a vontade dos filhos pode mudar com o tempo: “Isso atinge várias classes sociais, não importa se você é uma mãe maravilhosa ou se você é uma mãe eventualmente relapsa. Se o filho quer, ele quer”.
A especialista ainda chamou atenção para a necessidade de reconhecer a individualidade de crianças e adolescentes dentro das relações familiares. “E por isso que eu digo o seguinte: a gente não pode se anular por filho. Olha que triste isso, porque o filho, ele é um indivíduo, ele tem as vontades dele, ele não é propriedade de ninguém. Pode ser que hoje ele esteja morando com você, amanhã ele queira experimentar morar com o pai, e faz parte”, completou.