A atriz americana Busy Philipps, de 47 anos, revelou que enfrentou um diagnóstico delicado em 2026. Conhecida por trabalhos como As Branquelas e Freaks and Geeks, ela descobriu um tumor cerebral raro após realizar uma ressonância magnética de corpo inteiro. A artista precisou passar por duas cirurgias ao longo do ano.




Em entrevista à revista People, publicada nesta semana, Busy contou que o exame identificou uma lesão no cérebro. A investigação médica apontou um oligodendroglioma de grau 2, um tipo raro de câncer primário do sistema nervoso central.

Busy Philipps descobriu tumor sem sintomas importantes

Segundo a atriz, o diagnóstico aconteceu antes que ela apresentasse sinais neurológicos evidentes, como convulsões. O tumor tinha 2,6 centímetros e foi retirado durante uma cirurgia realizada em 2 de março.

Semanas depois do primeiro procedimento, Busy enfrentou uma complicação. Ela desenvolveu uma infecção por Staphylococcus na região da incisão e precisou passar por uma segunda cirurgia.




Atualmente, a atriz realiza exames periódicos para acompanhar sua condição e verificar a possibilidade de recidiva. De acordo com sua equipe médica, não foi necessário realizar quimioterapia ou radioterapia após a retirada do tumor.

Atriz fez exame por iniciativa própria

A descoberta chamou atenção porque ocorreu antes do surgimento de sintomas neurológicos importantes. Busy contou à People que decidiu fazer a ressonância de corpo inteiro por iniciativa própria.

O exame acabou identificando a alteração cerebral, que posteriormente foi investigada e diagnosticada como oligodendroglioma.

Apesar do caso da atriz, especialistas não recomendam que pessoas saudáveis façam ressonância magnética de corpo inteiro de forma indiscriminada para tentar encontrar tumores.




Ressonância de corpo inteiro não é indicada para todos

O American College of Radiology afirma que ainda não existem evidências suficientes para recomendar a ressonância de corpo inteiro como exame de rastreamento de rotina para pessoas sem sintomas ou fatores de risco específicos.

Há situações, porém, em que esse tipo de acompanhamento pode ser indicado. Um exemplo são pessoas com determinadas síndromes genéticas, como a síndrome de Li-Fraumeni, relacionada a alterações no gene TP53 e a um risco aumentado de diferentes tipos de câncer desde a infância, incluindo gliomas.

Por isso, o caso de Busy Philipps não significa que uma ressonância de corpo inteiro seja necessária para todas as pessoas. A indicação de exames de rastreamento depende do histórico individual, dos fatores de risco e da avaliação médica.

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