A trajetória de quase seis décadas de Dolly Parton chegou ao fim nesta terça-feira (25). A cantora e compositora morreu aos 80 anos, em Nashville, no Tennessee, nos Estados Unidos. A informação foi comunicada por um sobrinho da artista, Brian Seaver, em um vídeo publicado no Instagram. A causa da morte ainda não foi divulgada.




 

O anúncio ocorreu poucos dias depois de Dolly falar publicamente sobre a própria saúde. Em entrevista publicada pela People em 21 de agosto, a artista contou que enfrentava problemas de saúde e reconheceu que havia deixado de cuidar de algumas questões enquanto acompanhava o marido, Carl Thomas Dean, que morreu em março de 2025. Mesmo diante das dificuldades, ela afirmou que continuava trabalhando e tinha novos planos.

 

Segundo Brian, a própria Dolly havia determinado anos atrás que ele seria o responsável por comunicar sua morte à família e ao público. O anúncio, portanto, ocorreu quatro dias depois da última atualização concedida pela cantora à People.

Uma vida dedicada à música

Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly cresceu em uma família pobre e numerosa, com 12 filhos. A música entrou cedo em sua vida: ainda criança, ela já cantava e compunha, desenvolvendo uma habilidade que posteriormente a levaria a Nashville, principal centro da música country nos Estados Unidos.




 

Depois de concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville em 1964 para tentar construir uma carreira profissional. Pouco tempo depois, começou a trabalhar com Porter Wagoner, parceria que ajudou a projetá-la nacionalmente e abriu caminho para sua carreira solo.

 

Dolly se tornou uma das compositoras mais importantes da música americana. Entre suas obras mais conhecidas estão “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”. Esta última foi escrita pela cantora em 1973 e ganhou alcance mundial quando Whitney Houston gravou uma nova versão para a trilha sonora de O Guarda-Costas, em 1992.

 

A artista também construiu uma carreira longe dos palcos musicais. Seu primeiro grande papel no cinema veio em 1980, quando estrelou Como Eliminar Seu Chefe ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. Depois, participou de produções como "Flores de Aço", "Rhinestone" e "The Best Little Whorehouse in Texas".




Reconhecimento e legado

Ao longo da carreira, Dolly acumulou 11 prêmios Grammy, incluindo o Grammy Lifetime Achievement Award, além de outras importantes distinções. Ela entrou para o Country Music Hall of Fame em 1999 e foi posteriormente incluída no Rock & Roll Hall of Fame, em 2022.

 

A cantora também deixou uma marca fora da indústria musical. Entre seus projetos estava a Imagination Library, iniciativa voltada à alfabetização infantil que distribui livros gratuitamente para crianças. Ela ainda criou o parque temático Dollywood, no Tennessee.

 

A vida pessoal também teve um capítulo importante nos últimos anos. Dolly foi casada por mais de cinco décadas com Carl Thomas Dean, com quem oficializou a união em 1966. O marido morreu em 3 de março de 2025, aos 82 anos.




 

Mesmo com problemas de saúde recentes, Dolly continuava envolvida em novos projetos. Em agosto, havia falado sobre planos para o Life of Many Colors Museum, em Nashville, além de outros empreendimentos. A artista também preparava o lançamento do SongTeller Hotel, previsto para setembro de 2026.

 

Com uma obra que atravessou gerações e gêneros musicais, Dolly Parton encerra uma carreira marcada por sucessos, atuação, composição, empreendedorismo e filantropia. Seu trabalho ajudou a levar a música country para além de seu público tradicional e a transformou em uma das artistas mais reconhecidas da cultura americana. 

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