A possível volta do príncipe Harry ao Reino Unido ganhou força nos últimos dias e já levanta questionamentos sobre como será a nova rotina do duque de Sussex e de sua família. Aos 41 anos, ele estaria planejando deixar a Califórnia com Meghan Markle, de 45, e os dois filhos do casal, Archie, de 7, e Lilibet, de 5. A informação foi divulgada pela imprensa britânica, mas ainda não recebeu confirmação oficial.




 

Um dos principais indícios da mudança é a suposta matrícula das crianças em uma escola britânica, com previsão de início das aulas em setembro. Para a professora Nathalie Weidhase, da Universidade de Surrey, a volta também pode recolocar Harry e Meghan no centro das atenções. "Se isso se confirmar (o retorno), a atenção pública e midiática voltará a se concentrar nos conflitos e questões que originalmente provocaram sua saída", comenta à AFP.

 

Entre os possíveis endereços da família está Northampton, região ligada à família Spencer, da qual fazia parte a princesa Diana, mãe de Harry. Cotswolds, área próxima a Oxford e conhecida por atrair celebridades, também aparece entre as possibilidades. Segundo relatos da imprensa britânica, o rei Charles III teria sido informado sobre os planos no último domingo. A residência escolhida, porém, não seria uma das propriedades oficiais da família real.

 

A segurança deverá ser um dos principais pontos de atenção. Harry já declarou que não se sente confortável em levar os filhos ao Reino Unido depois de perder, em 2025, uma disputa judicial relacionada à proteção policial custeada pelo governo. Além disso, permanecem delicadas as relações com o pai e com o irmão, príncipe William. Apesar do distanciamento, Harry e Meghan foram recebidos por Charles e Camilla no início de julho, no primeiro encontro da família em quatro anos.




 

A mudança também pode representar uma nova fase profissional para o casal. Depois de acordos com a Netflix e outros projetos nos Estados Unidos, Meghan passou a investir na marca As Ever, que comercializa produtos como geleias, velas e chá.

 

"Eles continuarão com seus atuais trabalhos remunerados como celebridades, ou isso marca o início de seu retorno a uma vida como membros ativos da família real?", questiona Weidhase.

 

Para o especialista em realeza Ed Owens, a decisão estaria relacionada principalmente aos filhos. Segundo ele, "essa é uma das razões" do retorno, mas a principal motivação seria familiar: "querem que seus filhos cresçam no Reino Unido".

 

Harry também mantém vínculos com o país por meio de organizações beneficentes das quais é patrono. Ainda assim, a recepção dos britânicos ao casal permanece incerta, em meio ao histórico de conflitos com a família real e à exposição pública dos últimos anos.

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