Um quadro de infecção urinária que avançou sem apresentar sinais muito evidentes levou Bianca Andrade, de 31 anos, a ser internada nos últimos dias. A empresária contou que recebeu o diagnóstico de pielonefrite, infecção bacteriana que atingiu os rins após ter começado no trato urinário.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Bianca explicou que a evolução da doença dificultou a identificação do problema inicialmente. Ela afirmou que praticamente não apresentou os sintomas mais comuns de uma infecção urinária e só percebeu que havia algo mais sério quando a infecção chegou aos rins.
“O que eu tive se chama pielonefrite. O que que é isso? Eu tive uma infecção urinária. Essa infecção urinária não teve muitos sintomas, foi pro rim. Quando foi pro rim, eu senti uma dor no rim, tipo, os sintomas são muito baixos, por isso que é muito perigoso”, relatou.
A empresária contou que, posteriormente, começou a sentir dores nas costas e apresentou febre. Segundo Bianca, a elevação da temperatura foi determinante para que ela procurasse atendimento médico.
“E a minha sorte, entre aspas, foi que eu tive febre. Porque tem mulheres que não chegam a ter febre. [...] Se eu não tivesse tido febre, eu não teria ido para o hospital”, afirmou.
O que é pielonefrite?
A pielonefrite ocorre quando uma infecção bacteriana alcança os rins. Em muitos casos, o problema se inicia na bexiga e progride pelas vias urinárias até atingir o trato urinário superior. Por esse motivo, a doença precisa de avaliação e tratamento médico, já que pode se agravar e provocar uma infecção generalizada.
Entre os sinais que podem aparecer estão febre alta, calafrios, dor intensa nas costas ou na lateral do corpo, especialmente abaixo das costelas, além de náuseas, vômitos e mal-estar. Sintomas característicos de infecção urinária, como ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e mudanças no cheiro ou na aparência da urina, também podem ocorrer.
O tratamento depende da gravidade da infecção e tem os antibióticos como principal recurso. Exames, como a urocultura, podem ajudar na escolha do medicamento mais adequado. Quando o quadro é mais grave, o paciente pode precisar permanecer internado para receber antibióticos por via intravenosa, além de hidratação e medicamentos para controlar os sintomas.
A ausência de tratamento adequado aumenta o risco de complicações. Entre as consequências possíveis estão sepse, formação de abscessos nos rins e prejuízos ao funcionamento renal.