A Globo aposta em uma nova fórmula para a terceira temporada de Estrelas da Casa, que estreia em 25 de agosto. Desta vez, o reality musical não terá apenas um vencedor: a proposta é reunir os participantes para formar bandas de pop e pagode. Apesar da mudança, a escolha do elenco já provoca questionamentos sobre o potencial da atração.




Antes mesmo da estreia, três pontos chamam atenção na nova temporada: a presença de artistas que já possuem grande alcance nas redes sociais, a predominância de cantores acostumados a trabalhar individualmente e o número reduzido de participantes em comparação com outros realities que têm como objetivo formar grupos musicais.

Cantores já conhecidos nas redes

Uma das principais críticas está justamente no perfil dos competidores selecionados. Em vez de apostar majoritariamente em artistas desconhecidos do grande público, como costuma ocorrer em realities musicais, a Globo escalou nomes que já possuem trajetória na televisão, na música ou forte presença digital.

Entre eles está Laura Schadeck, que acumula mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. A cantora participou do The Voice Kids e já integrou a BFF Girls, além de ter emprestado a voz para trilhas de novelas da emissora.




Outro exemplo é Bruno Gadiol, que também possui experiência na televisão e na música. O artista participou do The Voice Brasil e já passou por Malhação.

Com isso, parte dos candidatos chega à competição com uma vantagem importante: uma base de fãs construída antes mesmo do início do programa. A situação pode tornar a disputa menos equilibrada e diminuir justamente um dos elementos que costumam movimentar realities: a descoberta de novos talentos pelo público.

Afinal, eles querem formar uma banda?

Outro ponto levantado é o fato de muitos participantes terem construído suas carreiras como artistas solo.




Embora alguns nomes tenham experiência anterior em grupos, a maior parte do elenco divulgado pela Globo já possui uma identidade artística individual. Isso gera uma dúvida sobre o próprio propósito da competição: os participantes estão preparados para abrir mão de parte dessa individualidade em favor de um projeto coletivo?

Poucos participantes para formar várias bandas

O terceiro ponto de atenção está no tamanho do elenco. A Globo apresentou 32 candidatos, mas nem todos chegarão à casa. Além disso, a proposta é formar mais de uma banda, o que reduz ainda mais a quantidade de participantes disponível para cada grupo.

Em outros realities voltados à criação de bandas, a seleção costuma começar com um número muito maior de candidatos.

No Pop Star Academy: KATSEYE, da Netflix, por exemplo, dezenas de artistas passaram por uma preparação antes da definição do grupo. Já o Montando a Banda, também da plataforma, reuniu 50 músicos para trabalhar na formação de diferentes grupos.

 

Novo formato precisa conquistar o público

A grande questão para o Estrelas da Casa, portanto, não está apenas na capacidade vocal dos participantes. A convivência, a divisão de funções, a química entre os integrantes e a disposição para construir uma identidade coletiva serão fundamentais para o resultado.

Ao escolher artistas que já chegam ao programa com experiência e público próprios, a Globo pode reduzir uma das principais forças desse tipo de reality: acompanhar desconhecidos desde o início e criar uma torcida em torno da evolução deles.

 

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