Carolina Ferraz abriu o jogo sobre a forma como conduz a relação com as filhas e revelou duas regras que considera fundamentais na criação delas. Aos 58 anos, a atriz contou que mantém uma postura firme com Valentina, de 30 anos, fruto do relacionamento com o publicitário italiano Mario Cohen, e Isabel, de 11 anos, filha da união com o médico Marcelo Marins.




 

Durante uma entrevista ao quadro "RivoTalks", do RivoNews, apresentado por Gabriel Wainer e Cecília Flesch, Carolina foi questionada sobre os limites que estabelece dentro de casa. O apresentador citou duas exigências da atriz: que as filhas nunca mintam e que estejam disponíveis para atender suas ligações, mesmo que seja apenas para avisar que não podem conversar naquele momento.

 

"Você tem uma regra com as suas filhas. Duas regras, na verdade, que são muito interessantes. Não pode mentir?", perguntou Gabriel. Carolina confirmou e ouviu a segunda questão sobre a necessidade de manter o contato sempre aberto. "E tem que estar disponível o tempo todo nem que seja para dizer: 'Não posso falar agora?'." A atriz respondeu: "Exatamente."

 

Ao ouvir que a regra poderia parecer um comportamento controlador, Carolina refletiu sobre sua própria postura e admitiu que pode existir um pouco desse lado em sua maneira de educar. "Eu acho que talvez tenha um pouco a ver com controle. Deixa eu assumir que talvez eu seja um pouco controladora, né? Vamos lá", declarou.




 

A atriz explicou, no entanto, que sua cobrança vem do desejo de dividir responsabilidades e manter uma conexão próxima com as filhas. "Mas é porque eu não estou em todos os lugares o tempo todo. Se as pessoas não me ajudarem, eu não dou conta. E eu não crio sozinha. Eu crio com elas", afirmou.

 

Carolina também destacou que não tenta construir uma relação baseada apenas em amizade, deixando claro o papel que exerce como mãe. "Eu sou a mãe, eu não sou brother, sou eu que mando. Eu não estou aqui fazendo de conta que eu sou sua best friend. Eu até sou sua amiga, claro! Adoro quando elas vêm e me contam as coisas, se abrem, acho lindo. Mas eu sou a mãe", disse.

 

A artista ainda ressaltou que a liberdade precisa estar acompanhada de responsabilidade e explicou por que considera importante que as filhas valorizem a comunicação entre elas. "Eu não estou aqui a passeio. Se eu tiver que fazer coisa errada, a culpa também vai ser minha. Isso eu não vou compartilhar com elas. Mas, se eu trabalho como uma louca, se ela me ligar, eu vou atender. O que eu peço, eu dou", afirmou.




 

Para Carolina, atender uma ligação de um filho é uma demonstração de cuidado, independentemente da rotina corrida. "Tem que atender e tem que dizer: 'Mamãe, está horrível o barulho, está uma porcaria, eu não consigo falar com você. Te ligo daqui a pouco.' Senão não sai, senão não faz", explicou.

 

A atriz encerrou o assunto defendendo que autonomia e compromisso caminham juntos. "Liberdade é responsabilidade, meu amor. Não dá para você ser livre se você não é responsável. E a gente começa sendo responsável pensando no próximo. Eu tenho uma filha, eu tenho uma mãe. Por que eu vou fazer isso com ela se eu posso atender o telefone? Se eu estou trabalhando no meio do estúdio, com 50 cenas, posso... É filho. Dá licença?", completou.

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