crise que tomou conta da CBF após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo pode estar longe do fim. O comentarista Elia Junior afirmou que a entidade deve passar por uma profunda reformulação nos próximos dias e indicou que o presidente Samir Xaud corre sério risco de perder o comando da confederação diante do cenário de forte pressão nos bastidores.




 

Durante sua análise, o jornalista declarou que a situação da CBF vai além do desempenho da equipe dentro de campo. Segundo ele, a entidade enfrenta uma crise institucional que coloca em dúvida a continuidade da atual gestão. "Vai haver uma limpa na CBF", afirmou. Na sequência, acrescentou que a saída do dirigente pode ocorrer em breve, "nos próximos cinco, dez dias".

 

A avaliação de Elia Junior ganhou ainda mais repercussão por causa das recentes denúncias envolvendo Samir Xaud. Reportagens apontaram um suposto uso de recursos ligados à CBF para custear viagens e hospedagens de mulheres durante compromissos internacionais da entidade. Em resposta, a confederação negou qualquer irregularidade e afirmou que todas as despesas seguiram critérios institucionais.

 

Na visão do comentarista, o episódio envolvendo acompanhantes levadas à Copa do Mundo com cartão corporativo pode aumentar a pressão política sobre a presidência da CBF e acelerar uma possível mudança no comando da entidade.




 

Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em 2025, após a saída de Ednaldo Rodrigues, em uma eleição marcada por chapa única, amplo apoio das federações estaduais e resistência de parte dos clubes. Desde então, sua gestão também passou a ser alvo de questionamentos por outros episódios, entre eles ações trabalhistas, um processo relacionado a uma suposta fraude em um hospital público de Roraima, acusações de gestão ausente na saúde municipal e dúvidas sobre a regularização de uma área ambiental. O dirigente nega qualquer irregularidade.

 

Além das críticas à administração da confederação, Elia Junior também comentou o momento vivido por Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira. O comentarista afirmou que espera estar equivocado em sua avaliação, mas declarou que, se estivesse na posição do treinador italiano, teria "vergonha" de assumir a equipe nas atuais circunstâncias.

 

Com a eliminação para a Noruega aumentando a pressão sobre todos os envolvidos, o futuro da CBF voltou ao centro das atenções e a possibilidade de uma nova troca na presidência passou a ganhar força nos bastidores.

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