O nome de Márcio Poncio voltou aos holofotes nesta quinta-feira (2) após o pastor ser preso durante uma operação da Polícia Federal. A ação investiga o suposto vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho e também apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho no Rio de Janeiro.




 

Conhecido por comandar a família Poncio, que se tornou popular nas redes sociais em meio a polêmicas envolvendo seus integrantes, Márcio é pastor evangélico ligado à Igreja Pentecostal Anabatista. Ele também é pai do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da "UM44K", e da deputada estadual e influenciadora Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).

 

Apelidado por muitos de "pastor do cigarro" devido à sua atuação no setor do tabaco, Márcio mantém presença constante nas redes sociais, onde compartilha momentos da rotina e costuma responder às críticas direcionadas à família. Atualmente, ele reúne mais de 500 mil seguidores.

 

Recentemente, o pastor também chamou atenção ao anunciar que sua esposa, Simone Poncio, está grávida novamente aos 50 anos. Na ocasião, explicou que havia feito uma vasectomia aos 28 anos e afirmou que, "por isso a Fertilização in Vitro foi o caminho que Deus colocou diante de nós para tornar esse sonho possível com segurança, principalmente pela idade da Simone".




 

Prisão ocorreu durante nova fase da Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), mais uma etapa da Operação Unha e Carne. Entre os alvos da ação estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.

 

De acordo com informações da coluna de Manoela Alcantara, do Metrópoles, Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Além da ordem de prisão contra o pastor, foram cumpridos outros dois mandados contra Bacellar e Adilsinho, que já se encontram custodiados em unidades prisionais.

 

Segundo a Polícia Federal, esta fase da investigação busca aprofundar a apuração sobre indícios de lavagem de dinheiro envolvendo o chamado "paco" da nova cúpula do jogo do bicho no estado, além de uma possível ligação com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo.




 

Ao todo, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para endereços localizados no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

 

Também por decisão do ministro, foi determinado o sequestro de bens e valores que podem chegar ao limite de R$ 22 milhões.

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