A primeira vitória de Portugal na Copa do Mundo, na terça-feira (23), foi antecedida por uma decisão da comissão técnica que acabou gerando debate fora de campo. Durante a preparação entre as partidas, parte do elenco foi liberada para uma atividade na praia em Palm Beach Gardens, nos Estados Unidos, onde a seleção está concentrada. A divulgação das imagens nas redes sociais provocou críticas na imprensa internacional, levando jogadores e o técnico Roberto Martínez a saírem em defesa da rotina estabelecida para o grupo.




 

O episódio ganhou ainda mais repercussão pela presença de Cristiano Ronaldo nas fotos. Aos 39 anos e disputando mais uma edição de Copa, o atacante chamou atenção não apenas pelo desempenho dentro de campo, mas também por um detalhe visual: o corpo sem tatuagens, algo cada vez mais raro entre atletas de elite, como Lionel Messi e Neymar.

 

Por que Cristiano Ronaldo não tem tatuagens

 

Em meio à curiosidade dos torcedores, o fato de CR7 nunca ter aderido às tatuagens ao longo da carreira voltou a ser assunto. Em um cenário em que desenhos no corpo se tornaram praticamente uma assinatura entre jogadores de futebol, o português seguiu um caminho oposto por uma escolha ligada a causas sociais.

 

Cristiano Ronaldo é doador regular de sangue e, por esse motivo, evita fazer tatuagens. Isso porque a legislação de bancos de sangue exige um período de espera após procedimentos desse tipo, como forma de reduzir riscos de contaminação durante a doação.




 

A restrição existe porque a tatuagem envolve perfurações na pele, o que pode, em casos raros, facilitar a transmissão de infecções caso não haja rigor absoluto nas condições de esterilização. Por precaução, hemocentros determinam um intervalo antes de liberar novos doadores.

 

No Brasil, por exemplo, o prazo costuma ser de seis meses após a realização do procedimento. A frequência das doações também varia de acordo com o gênero: homens podem doar a cada dois meses, com limite de quatro vezes por ano, enquanto mulheres podem doar a cada três meses, até três doações anuais.

 

Além da rotina como atleta, Cristiano Ronaldo já participou de campanhas de incentivo à doação de sangue e medula óssea, reforçando a relação entre sua escolha pessoal e o engajamento com causas de saúde pública.

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