Angelina Jolie fez um desabafo emocionante ao comentar os impactos que o histórico de câncer em sua família teve em sua vida pessoal. Em entrevista à revista Variety, a estrela de Hollywood revelou que a possibilidade da morte sempre esteve presente em seus pensamentos e influenciou até mesmo a forma como criou os filhos.



A atriz, que em 2013 se submeteu a uma dupla mastectomia preventiva após descobrir uma mutação hereditária no gene BRCA1 — condição que aumenta significativamente o risco de câncer de mama e ovário — contou que costuma conversar com os filhos de uma maneira diferente da maioria dos pais.

“Educo meus filhos quase que os preparando para a minha ausência, e não tanto para serem avós. É o que acontece quando você considera a morte como uma realidade", revelou.

Histórico familiar marcou a vida da atriz

A relação de Angelina com a doença vem de uma história familiar dolorosa. Sua mãe, Marcheline Bertrand, morreu aos 56 anos após uma batalha contra o câncer de ovário. Pouco tempo depois, a atriz também perdeu a avó em decorrência de um tumor maligno.



As perdas fizeram com que a artista desenvolvesse uma percepção diferente sobre o tempo e a própria mortalidade. "É muito impactante perceber que todos nós vamos morrer, que não estamos aqui para sempre. Por ter perdido minha mãe jovem e nunca ter conhecido minha avó, nunca vivi com a sensação de que teria uma vida longa", afirmou.

A atriz ainda confessou que, muitas vezes, sente uma necessidade constante de acelerar seus planos por acreditar que o tempo é limitado.

"Já passei da idade em que minha mãe foi diagnosticada. Talvez eu sofra por sentir que não consigo viver o momento presente, porque sinto que preciso me apressar e agir rápido, pois o tempo está se esgotando", refletiu.

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